JBL Tuner 3 vale a pena? Testamos o rádio portátil em família
Nasci nos anos 1970, e o som de um rádio tocando a meio volume fez parte da rotina da minha casa e de muitas outras residências pelo Brasil. Meu pai, hoje com 82 anos, continua com o mesmo hábito: acorda e vai dormir ouvindo seu radinho à pilha, que o acompanha nas andanças de um cômodo para outro.
Como ouvinte assíduo e experiente, pedi a sua ajuda para testar o JBL Tuner 3, rádio portátil lançado recentemente no Brasil. O aparelho mistura a tradição da sintonia de estações FM com recursos mais atuais, como Bluetooth, aplicativo, bateria recarregável e conexão com outras caixas de som.
Deixei o rádio com meu pai por alguns dias e fui anotando as percepções diárias. Também fiquei de olho se ele conseguiria usá-lo sem depender constantemente da minha ajuda.
Robusto, mas fácil de carregar
O JBL Tuner 3 tem 17,5 cm de largura e pesa 500 gramas. Não chega a ser tão leve quanto um radinho simples a pilha, mas continua fácil de carregar pela casa.
A alça lateral foi um dos detalhes mais elogiados pelo meu pai. Com ela, ele segura o aparelho com mais firmeza enquanto caminha.
O modelo ainda tem classificação IP68 contra água e poeira, segundo a JBL. Isso permite usá-lo com menos preocupação na cozinha, no banheiro ou no terraço. Não submetemos o aparelho à água durante o teste, portanto essa parte da avaliação se limita à especificação da fabricante.
Vozes claras são o maior destaque
A primeira impressão do meu pai foi muito boa, principalmente por causa da clareza das vozes. Ele ficou com a sensação de que não perdia trechos do que estava sendo dito, mesmo com o volume moderado.
Esse ponto faz diferença para quem acompanha notícias, entrevistas e transmissões esportivas pelo rádio. Também gostei do resultado com podcasts reproduzidos pelo celular. As falas ficaram claras e fáceis de acompanhar, sem a necessidade de aumentar demais o volume.
O Tuner 3 tem potência de 7 W RMS e um único alto-falante de 1,75 polegada. Não é uma caixa feita para animar uma festa grande, mas entrega volume suficiente para o uso no dia a dia.
Os controles exigem uma rápida consulta ao manual
No uso básico, o rádio se mostrou intuitivo. Ligar o aparelho, procurar estações e mudar o volume não trouxe dificuldades. A tela LCD, posicionada na parte superior, ajuda a acompanhar a frequência e o modo de reprodução.
O aparelho permite salvar seis estações favoritas em botões físicos. No primeiro contato, meu pai achou que a configuração seria complicada. Depois de consultar o manual, porém, conseguiu concluir o processo e classificou a tarefa como “bem fácil”.
Bateria aguentou por vários dias
A JBL promete até 12 horas de reprodução por carga. O modo Playtime Boost pode acrescentar mais três horas, chegando a 15 horas, mas faz ajustes no som para economizar energia.
No nosso uso, o rádio passou aproximadamente oito dias sem precisar de recarga. Meu pai utilizou o portátil de forma intermitente, por períodos entre duas e três horas ao longo do dia. Na prática, a autonomia foi suficiente para que ele praticamente esquecesse da tomada durante uma semana.
O tempo informado pela fabricante para uma carga completa é de 3 horas e 30 minutos, um período relativamente longo para um aparelho pequeno.
Um rádio tradicional com funções de caixa Bluetooth
Além do FM, o Tuner 3 pode funcionar como caixa de som para músicas, podcasts e outros conteúdos enviados pelo celular. A conexão usa Bluetooth 5.3.
Sem cabo, sem carregador
A maior decepção apareceu na hora de recarregar o aparelho. O Tuner 3 é vendido sem adaptador de tomada e também sem cabo USB-C.
Isso está informado pela própria JBL, mas pode surpreender quem abre a embalagem esperando encontrar tudo o que precisa para usar o produto. A caixa traz apenas o rádio, o guia rápido, o cartão de garantia e a ficha de segurança.
Afinal, o JBL Tuner 3 vale a pena?
O JBL Tuner 3 é uma boa opção para quem ainda gosta de ouvir rádio, mas quer um aparelho mais resistente e versátil do que os modelos tradicionais com pilha. O som claro, a boa autonomia, os seis atalhos para estações e a alça lateral funcionaram muito bem na rotina do meu pai.
Ele também atende quem procura uma caixa Bluetooth compacta para ouvir músicas e podcasts, com o rádio FM como diferencial.
No fim, meu pai aprovou o rádio pelo motivo mais básico e mais importante: conseguiu escutar bem, levar o aparelho para todo canto e usá-lo com facilidade.
