Por que 15 ganhadores do Nobel estão preocupados com a IA
Mais de 200 pesquisadores e economistas, entre eles 15 ganhadores do Nobel, assinaram uma declaração conjunta pedindo que governos e líderes do setor de tecnologia criem políticas e instituições para lidar com os impactos econômicos da inteligência artificial. O documento foi publicado na última segunda-feira (13).
O apelo, segundo a Reuters, reúne ainda pesquisadores da OpenAI, da Anthropic e do Google. O texto alerta que a IA pode desencadear uma transformação econômica maior do que a Revolução Industrial, mas em um intervalo de tempo imensamente mais curto, criando desafios urgentes para trabalhadores, empresas e instituições públicas.
Entre os signatários estão os laureados com o Nobel Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson. Do setor privado, assinaram a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, o cientista-chefe do Google DeepMind, Jeff Dean, e o cofundador da Anthropic Jack Clark, além de integrantes da equipe de pesquisa econômica da empresa.
Prazo para adaptação
A iniciativa foi organizada pelo economista Anton Korinek, professor da Universidade de Virgínia, nos EUA, que ingressou na equipe de pesquisa econômica da Anthropic em março de 2026, junto com os economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham.
“O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, declarou Korinek. “Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições em meio à transformação; esperar por certezas significa chegar tarde demais.”
A declaração pede mais pesquisas sobre os efeitos econômicos da IA e o início da construção de estruturas institucionais capazes de garantir que a tecnologia beneficie a sociedade. Entre os riscos listados está o deslocamento de empregos em larga escala.
