EUA alertam para chocolates com Viagra escondido
Chocolates vendidos online como estimulantes sexuais entraram em alerta nos Estados Unidos após testes encontrarem sildenafil e tadalafil sem declaração no rótulo. As substâncias são usadas em medicamentos como Viagra e Cialis. A FDA, a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, recomenda que consumidores não comprem os produtos, devido ao risco de interação com medicamentos cardíacos.
O que a FDA encontrou nos chocolates
De acordo com a Wired, a agência identificou substâncias para disfunção erétil em diversos produtos.
Alguns rótulos traziam apelos como “natural” ou citavam ingredientes herbais. Um deles mencionava pó de pau de cabinda, usado como estimulante de libido.
A lista também inclui um produto direcionado a mulheres. A FDA não aprovou Viagra ou Cialis para uso feminino.
Por que isso preocupa
Sildenafil e tadalafil relaxam vasos sanguíneos e aumentam o fluxo de sangue para o pênis. Esses compostos exigem acompanhamento de um profissional de saúde licenciado.
O risco maior envolve pessoas que usam nitratos, presentes em alguns medicamentos prescritos. A nitroglicerina aparece entre os exemplos citados.
A combinação pode reduzir a pressão arterial a níveis perigosos. Homens adultos que usam nitratos por problemas cardíacos formam o grupo de maior risco.
O problema está no rótulo
O ponto central não é a existência desses medicamentos. O problema está na presença escondida das substâncias em alimentos vendidos como chocolates afrodisíacos.
Quando o consumidor compra um produto com apelo “natural”, ele pode não imaginar que está ingerindo compostos de remédios para ereção.
Assim, uma pessoa pode misturar o chocolate com medicamentos de uso contínuo sem saber que há interação possível.
O alerta também chegou ao mel
Testes também encontraram sildenafil e tadalafil em méis vendidos em porções individuais.
A agência já havia registrado recalls anteriores de suplementos com essas substâncias desde 2018.
Até agora, a FDA não recebeu relatos de reações adversas. O alerta permanece porque o risco depende do medicamento usado por cada pessoa.
