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Este hábito simples que aumenta admiração e bem-estar

Pesquisa verificou que o foco intencional em admiração produz benefícios físicos e emocionais mensuráveis. Adultos mais velhos relataram mais alegria e gratidão, além de menor estresse cotidiano.
Imagem: Unsplash

Uma prática simples de 15 minutos por semana pode ampliar a percepção de realidade e aumentar a satisfação com a vida, segundo estudo. A pesquisa concluiu que caminhadas breves com foco intencional em admiração produzem benefícios físicos e emocionais mensuráveis.

De acordo com a Popular Mechanics, o estudo é considerado um marco na área. Adultos mais velhos saudáveis que realizaram uma “caminhada de admiração” semanal de 15 minutos durante oito semanas relataram mais alegria, compaixão e gratidão, além de menor estresse cotidiano. Participantes que caminharam no mesmo período, mas sem o foco na emoção, não obtiveram os mesmos resultados.

A pesquisa foi conduzida por Virginia Sturm, doutora em neurociência pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA, que estuda saúde cerebral e emoções. Os resultados vieram como uma “surpresa completa” para sua equipe. “E isso não é específico para adultos mais velhos de forma alguma”, declarou Sturm. “Esperaríamos esses resultados em diferentes populações.”

O que é admiração e como cultivá-la

A admiração é uma emoção definida cientificamente pela primeira vez em 2003. Pesquisadores identificaram duas características: a sensação de vastidão física ou cognitiva e a incapacidade momentânea de processá-la. Os mesmos estudiosos mapearam cinco gatilhos para a experiência: ameaça, beleza, habilidade excepcional, virtude e o sobrenatural.

Os participantes do grupo de caminhada foram brevemente apresentados ao conceito e orientados a cultivá-lo durante o percurso. A instrução era buscar elementos como padrões intrincados em folhas, a sensação do sol na pele ou o cheiro de uma árvore florida. Não havia restrição sobre o local da caminhada. Os participantes se exercitaram em ambientes rurais, suburbanos e urbanos.

Nas selfies tiradas durante as caminhadas, o grupo focado na admiração exibiu sorrisos progressivamente maiores ao longo das semanas. Também se tornaram figuras cada vez menores nas próprias fotos, cedendo espaço visual ao mundo ao redor.

Mecanismo no cérebro

Sturm atribui esse senso transformado de um “eu pequeno” à atividade neurológica desencadeada pela emoção. Cientistas ainda não têm certeza plena sobre o que ocorre no cérebro durante momentos de intensa admiração. O que se sabe é que a emoção “desliga o sistema cerebral ativo durante a ruminação e a preocupação”, explica a pesquisadora. Ela também “ativa o sistema nervoso parassimpático, o que faz você se sentir bem e relaxado”.

Pesquisas anteriores já haviam indicado outros benefícios da experiência. Pessoas que vivenciam admiração com frequência apresentaram níveis mais baixos de citocinas, proteínas relacionadas à inflamação. Outros estudos associaram a emoção à redução de estresse, solidão e materialismo, além de maior satisfação geral com a vida.

Um dado relevante reforça a acessibilidade da prática. Em média, as pessoas experimentam admiração duas vezes por semana durante o curso normal de suas vidas, segundo uma das pesquisas citadas no estudo. Buscar ativamente a emoção, segundo os dados disponíveis, não reduz seus benefícios físicos e mentais.

Sturm ressalta que a prática não exige equipamento nem local específico. “Não precisa ser uma caminhada. Você pode encontrar admiração sentado à sua mesa ou acariciando seu cachorro”, afirma. “Redirecione sua atenção para fora, use seus sentidos, aprecie os detalhes e a maravilha do mundo que está ao nosso redor o tempo todo.”

Para quem leva um tempo para sentir o efeito, a pesquisadora oferece uma perspectiva encorajadora. “É uma prática”, diz Sturm. “Uma vez que você começa a fazê-la, fica mais fácil.” No estudo, os participantes do grupo de admiração relataram sentir cada vez mais a emoção a cada semana que passava.

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