Missão Juno em Júpiter pode ter chegado ao fim
A missão Juno, que estuda o planeta gigante Júpiter, pode ter chegado ao fim no último dia 30 de setembro. Porém, a NASA ainda não confirmou se a missão continuará, devido à paralisação do governo dos EUA.
Vale lembrar que, recentemente, o anúncio dos cortes de orçamento do governo de Donald Trump da NASA, impactou diretamente a divisão de pesquisa e ciência. No entanto, um dia após o terceiro protesto dos funcionários da NASA contra os cortes, a Juno fez seu 76º sobrevoo por Júpiter, marcando o fim da segunda extensão da missão.
A NASA lançou a Juno em 2011, que chegou ao maior planeta do Sistema Solar em 2016, onde ficaria por 20 meses até o fim da missão. No entanto, a missão Juno durou quase uma década, fornecendo dados impressionantes sobre Júpiter e suas luas.
Missão Juno: exploração em Júpiter não é prioridade para a NASA
A extensão da missão ocorreu em 2021, com prazo para encerrar no dia 30 de setembro deste ano. Anteriormente, a NASA anunciou que a Juno continuaria a estudar Júpiter até que a agência perdesse contato com a sonda.
Mas a proposta de orçamento do governo Donald Trump para a NASA no ano fiscal de 2026 inviabiliza as operações de várias missões, incluindo a Juno em Júpiter. Além disso, a proposta pode encerrar mais de 41 sondas, satélites e equipamentos.
Vale ressaltar que a data para renovar uma terceira extensão foi exatamente há uma semana. Mas a NASA não consegue atualizar o estado da Juno porque a proposta de orçamento precisa ser aprovada antes pelo Senado.
Ao portal Space.com, a porta-voz da NASA, Molly Wasser, relembrou a extensão da missão até setembro, mas disse que a agência obedecerá à decisão do Estado sobre futuras missões.
Conforme os cortes orçamentários da NASA, o governo Trump afirma que somente missões essenciais para garantir propriedade (no espaço), vida e segurança nacional continuarão ativas.
A Juno não se enquadra nessa regra por ser uma “atividade de exceção”, cuja exploração em Júpiter não é uma prioridade orçamentária para a NASA. Mas isto é segundo o entendimento do governo de Donald Trump.
