Galaxy Watch 8 pode ajudar quem usa Ozempic
A Samsung iniciou um estudo com o Centro de Pesquisa em Diabetes do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, para avaliar se o Galaxy Watch 8 pode ajudar pacientes que usam medicamentos GLP-1 (como o Ozempic) a acompanhar a perda de massa muscular. A pesquisa terá 100 adultos em início de tratamento e busca entender se dados contínuos do relógio podem apoiar decisões clínicas.
O problema não é só perder peso
Medicamentos GLP-1 ganharam espaço no controle do diabetes tipo 2 e na perda de peso. Uma pesquisa da organização norte-americana KFF citada pela Samsung indica que quase 1 em cada 5 adultos nos Estados Unidos já usou esse tipo de remédio em algum momento.
O interesse médico agora mira uma consequência menos óbvia: a perda de músculo. David N. Brennan, médico da Mayo Clinic, afirmou que mais de 30% do peso perdido com esses medicamentos pode vir de massa muscular.
Isso não significa que o efeito seja exclusivo dos GLP-1. A perda muscular também aparece em outros métodos de emagrecimento. O ponto de atenção é que pacientes podem recuperar peso depois de parar o tratamento sem recuperar a mesma quantidade de músculo.
Por que músculo importa tanto
De acordo com o Engadget, pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos EUA, alertaram que a perda de massa magra pode prejudicar a saúde no longo prazo. Eles destacaram que os músculos, principalmente os axiais, ajudam na postura, na função física e no bem-estar geral.
A redução de massa magra também pode aumentar riscos cardiovasculares e afetar a qualidade de vida. Outro ponto citado pela Samsung é a queda da taxa metabólica basal. Ou seja, o corpo pode gastar menos energia em repouso.
Esse cenário ajuda a explicar o interesse em relógios inteligentes. Um smartwatch não substitui exames clínicos, mas pode registrar sinais diários que normalmente escapam entre uma consulta e outra.
Como será o estudo com o Galaxy Watch 8
A Dra. Melissa Putman, do Centro de Pesquisa em Massachusetts, lidera o estudo. A equipe vai dividir 100 adultos que estão começando tratamento com GLP-1 em dois grupos.
Um grupo usará o Galaxy Watch 8 para monitorar composição corporal, atividade física e frequência cardíaca. O relógio usa Análise de Impedância Bioelétrica, conhecida como BIA, para estimar composição corporal.
Esse grupo também receberá orientações personalizadas de exercício para tentar reduzir a perda muscular. O outro grupo seguirá a orientação padrão oferecida a pessoas que usam GLP-1.
Os pesquisadores usarão exames DXA, de nível clínico, para acompanhar mudanças na composição corporal dos participantes. Depois, eles compararão os resultados dos dois grupos.
O que isso muda para o usuário
A aposta da Samsung é transformar dados de rotina em uma camada extra de acompanhamento. O relógio pode mostrar padrões de atividade, batimentos e composição corporal ao longo do tratamento.
Melissa Putman afirmou que muitos pacientes em GLP-1 enfrentam perda de massa muscular. Segundo ela, dados contínuos de wearables podem dar aos médicos uma visão mais completa do impacto do tratamento.
A Samsung também já colaborou com instituições para estudar outros usos de seus wearables. A empresa trabalhou com Stanford em uma função de apneia do sono e com o Hospital Gwangmyeong da Universidade Chung-Ang, na Coreia do Sul, em previsão de desmaios.
Ainda não há resultado final do novo estudo. Também não foram divulgados o prazo de conclusão, os países envolvidos (além dos Estados Unidos) e uma eventual chegada do recurso ao público.
