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Novo exame de sangue pode antecipar diagnóstico de câncer de pâncreas

Cientistas desenvolveram teste sanguíneo que detecta câncer de pâncreas em estágio inicial com 85% de precisão.
Imagem: Freepik/Reprodução

Cientistas da Universidade da Pensilvânia e da Clínica Mayo, nos EUA, desenvolveram um teste sanguíneo para detectar adenocarcinoma ductal pancreático. O exame combina quatro marcadores biológicos.

Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de indivíduos com e sem a doença. Identificaram duas proteínas anteriormente desconhecidas: aminopeptidase N (ANPEP) e receptor de imunoglobina polimérica (PIGR). Essas proteínas aparecem elevadas no sangue de pacientes com câncer de pâncreas em estágios iniciais, de acordo com o ScienceDaily.

A equipe combinou ANPEP e PIGR com dois marcadores já estudados. Os pesquisadores usam o antígeno carboidrato 19-9 (CA19-9) para monitorar resposta ao tratamento. A trombospondina 2 (THBS2) também havia sido pesquisada anteriormente.

O painel de quatro marcadores distinguiu corretamente casos de câncer de não casos em mais de 90% das situações analisadas. A taxa de falsos positivos ficou em 5%. Para câncer em estágio inicial (I/II), o teste identificou mais de 85% dos casos.

Os marcadores individuais apresentam limitações. Os níveis de CA19-9 podem aumentar em condições não cancerosas como pancreatite ou obstrução do ducto biliar. Isso porque algumas pessoas não produzem o marcador devido a diferenças genéticas.

Câncer de pâncreas

Os médicos descobrem o câncer de pâncreas frequentemente apenas após ele ter avançado. Ou seja, isso limita as opções de tratamento. Atualmente, apenas cerca de 10% dos pacientes vivem mais de cinco anos após o diagnóstico.

Médicos acreditam que a sobrevivência poderia melhorar se a doença fosse detectada mais cedo. Isso porque o tratamento é mais eficaz nos estágios iniciais.

“Ao adicionar ANPEP e PIGR aos marcadores existentes, melhoramos significativamente nossa capacidade de detectar esse câncer quando ele é mais tratável”, disse Kenneth Zaret, Ph.D., investigador principal do estudo.

O teste diferencia câncer de pâncreas de outras condições pancreáticas não cancerosas, incluindo pancreatite, por exemplo. Ou seja, isso ajuda a reduzir o risco de diagnóstico incorreto.

Porém, os resultados do estudo retrospectivo justificam testes adicionais em populações maiores. Assim, estudos “pré-diagnósticos” ajudariam a determinar se o teste pode ser usado como ferramenta de rastreamento.

“Nossos resultados de estudo retrospectivo justificam testes adicionais em populações maiores, particularmente em pessoas antes de apresentarem sintomas”, afirmou Zaret. “Tais estudos ‘pré-diagnósticos’ ajudariam a determinar se o teste pode ser usado como ferramenta de rastreamento para pessoas com alto risco de desenvolver a doença com base em histórico familiar, resultados de triagem genética ou histórico pessoal de cistos pancreáticos ou pancreatite.”

A revista Clinical Cancer Research publicou a pesquisa.

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