Finalmente? Meta lança Ray-Ban inteligente para quem usa óculos de grau
A Meta apresentou dois novos óculos inteligentes Ray-Ban voltados para quem usa lentes com grau. Os modelos, chamados Ray-Ban Meta Blayzer Optics e Ray-Ban Meta Scriber Optics, custam a partir de US$ 499 (R$ 2.575) nos Estados Unidos. A chegada às óticas dos EUA e de mercados internacionais selecionados está marcada para 14 de abril de 2026.
Dessa forma, a Meta amplia a oferta em um dos raros segmentos que conseguiram ganhar tração real na corrida por gadgets com inteligência artificial. Em vez de mirar só curiosos por tecnologia, a empresa agora tenta alcançar um público muito maior: pessoas que já usam óculos no cotidiano.
Meta quer levar a IA para quem já usa óculos
Em janeiro, Mark Zuckerberg afirmou que “bilhões de pessoas usam óculos ou lentes de contato para correção da visão”. Ao lançar versões pensadas para usuários com prescrição, a Meta tenta aproximar seus dispositivos de um acessório que já faz parte da rotina de muita gente.
Assim, em vez de carregar mais um aparelho, o usuário pode passar a usar um item que já colocaria no rosto de qualquer forma. Para a Meta, essa é uma forma concreta de levar IA para a vida diária.
O que os novos modelos trazem
Os novos óculos incluem dobradiças com maior amplitude de abertura, plaquetas de nariz intercambiáveis e pontas de haste ajustáveis por ópticos. A proposta é adaptar melhor o produto a diferentes formatos de rosto.
Segundo Ramon Llamas, diretor de pesquisa da IDC, à Reuters, os embarques globais de óculos inteligentes chegaram a 9,6 milhões de unidades no ano passado. Desse total, a Meta respondeu por 76,1%.
A expectativa da IDC é que os embarques globais do segmento cheguem a 13,4 milhões de unidades em 2026. Isso sugere um mercado ainda pequeno diante de smartphones, mas já grande o bastante para virar uma frente estratégica importante.
Disputa por um novo tipo de gadget
A Meta desenvolve seus óculos de IA em parceria com a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban. A empresa também planeja investir centenas de bilhões de dólares em sua busca por “superinteligência pessoal”, conceito que envolve gadgets avançados capazes de levar os benefícios da IA a usuários individuais.
No ano passado, a companhia lançou o Meta Ray-Ban Display por US$ 799 (R$ 4.123), seu primeiro modelo com tela embutida. Ele permite ler mensagens, seguir rotas e interagir com serviços de IA sem depender do celular. Neste ano, porém, a Meta adiou o lançamento global desse modelo por falta de oferta e demanda forte. A versão com grau pode ser encomendada com um adicional de US$ 200 (R$ 1.032).
A concorrência também se mexe. A Snap criou uma subsidiária independente para seus óculos de realidade aumentada e se prepara para lançar o produto ao consumidor. Ao mesmo tempo, o Google também caminha para lançar óculos com IA. O novo anúncio da Meta, portanto, reforça que a disputa para transformar óculos em uma nova plataforma de computação já começou de vez.
