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Dinheiro digital da China avança fora do país

China avança com o yuan digital em plataforma internacional que promete pagamentos contínuos e de menor custo.
Imagem: Unsplash

A China assinou acordos com 26 instituições financeiras em Xangai para ampliar o uso internacional do yuan digital. A iniciativa conecta participantes à plataforma CBETS, criada para pagamentos transfronteiriços de baixo custo, operação contínua e maior adoção global da moeda chinesa.

O que muda na prática

De acordo com a Reuters, o acordo permite que as instituições entrem no “Cross-border e-CNY Transfer Services”, chamado CBETS. A plataforma funciona como uma infraestrutura integrada de liquidação para transferências internacionais com yuan digital.

Na prática, a China quer reduzir atrito em pagamentos entre países. O sistema oferece conexões digitais 24 horas por dia com bancos centrais estrangeiros e instituições financeiras no exterior.

Esse tipo de estrutura interessa a empresas, bancos e governos porque pagamentos internacionais ainda costumam envolver custos, prazos e camadas de intermediação. A promessa chinesa combina velocidade, conveniência e conformidade regulatória.

Quem controla a operação

O centro internacional de operação do yuan digital tem gestão do Banco Popular da China, o banco central chinês. Ele coordena a expansão da moeda digital tanto dentro do país quanto fora dele.

A presença de 26 instituições financeiras indica que Pequim quer transformar o yuan digital em uma ferramenta de uso operacional, não apenas em experimento de banco central.

Por que isso importa para o futuro do dinheiro

O yuan digital representa uma moeda digital emitida por banco central. Diferente de criptoativos privados, ele nasce dentro da estrutura monetária oficial do país.

A estratégia chinesa ganha peso porque conecta tecnologia financeira, política monetária e comércio internacional. O objetivo declarado envolve pagamentos mais eficientes e avanço da adoção global da moeda chinesa.

“Fintech está remodelando fundamentalmente a lógica subjacente dos pagamentos transfronteiriços e oferecendo novo impulso e novos caminhos para eles”, disse Jean Lu, CEO do Standard Chartered Bank (China), à Reuters.

Ela também afirmou que uma experiência eficiente, conveniente e em conformidade deve ampliar o uso internacional do yuan.

China segue caminho próprio

O movimento coloca Pequim em uma rota diferente da adotada pelos Estados Unidos na definição do futuro do dinheiro. A China avança com uma moeda digital estatal e infraestrutura ligada ao banco central.

Fontes do setor afirmaram que o banco central chinês conduz um esforço amplo para aumentar o uso do yuan digital no mercado interno e no exterior.

Em março, a China aprovou mais uma dúzia de bancos para operar com sua moeda digital. A autorização reforçou a tentativa de acelerar o uso da tecnologia.

O que observar agora

A expansão do CBETS não significa adoção global imediata. Ainda assim, o passo tem relevância prática. Pagamentos internacionais formam uma camada invisível da economia global, mas afetam comércio, bancos, remessas e relações entre moedas.

Se o yuan digital ganhar escala fora da China, ele pode aumentar a presença da moeda chinesa em transações internacionais. Também pode pressionar outros países a acelerar seus próprios projetos de dinheiro digital estatal.

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Hemerson Brandão

Hemerson Brandão

É editor-chefe, repórter e copywriter, escrevendo principalmente sobre ciência, tecnologia e cultura nerd e geek. Entusiasta da astronomia, acompanha temas ligados à exploração espacial e é fã de Star Trek.