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La Niña está de volta e pode durar até 2026

Fenômeno climático foi identificado após resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, com temperaturas entre -1,0 °C e -0,5 °C.

Na última semana, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmaram que o La Niña está de volta e pode durar até 2026.

O órgão norte-americano identificou resfriamento das águas superficiais do Pacífico em setembro, com temperaturas entre -1,0 °C e -0,5 °C.

Para reconhecer oficialmente que o La Niña está de volta, a anomalia da temperatura da superfície do mar (TSM) deve estar abaixo de -0,5 °C por três trimestres móveis consecutivos.

Os dados mais recentes do NOAA confirmam esse padrão de resfriamento, com anomalias se expandindo por todo o Pacífico equatorial.

Além disso, de acordo com modelos climáticos do Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), as chances de o La Niña 2026. Segundo o IRI, o La Niña pode seguir até fevereiro de 2026, mas volta com intensidade menor.

Aliás, entre janeiro e março do próximo ano, há 50% de chance de uma transição para uma condição neutra.

La Niña  de volta: efeitos no Brasil

Segundo o Inmet, o La Niña tende a provocar os seguintes impactos regionais:

  • Chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste
  • Tempo mais seco no Sul do Brasil
  • Maior risco de incêndios florestais, especialmente no Pantanal e na Amazôni

No entanto, quando a intensidade do La Niña é mais fraca e o fenômeno retorna por curtos períodos, os efeitos no clima podem variar. Isso porque, apesar de representar a fase fria do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), outros sistemas atmosféricos globais afetam o La Niña.

Por isso, o Inmet recomenda acompanhar os efeitos do La Niña mensalmente, através das atualizações climáticas mensais do Boletim Agroclimatológico. Com o evento de volta, o NOAA lançou um sistema de previsão que calcula a intensidade do La Niña até 2026.