2023 © Copyright 404 - Todos os direitos reservados

Deputados debatem bloqueio de WhatsApp e Telegram no Brasil

Comissão lembrou episódio de bloqueio do WhatsApp por até 72 horas no país
Imagem: Christian Wiediger/Unsplash/Reprodução

Na última quarta-feira (2), a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que proíbe o bloqueio de plataformas de aplicativos de mensagem instantânea — como WhatsApp e Telegram — sem autorização judicial prévia. As informações são da Agência Câmara de Notícias.

O texto altera o Marco Civil da Internet, afetando apps de mensagens e plataformas de e-mails, por exemplo. O Projeto de Lei 6236/16 da deputada Renata Abreu (Podemos-SP) foi aprovado como um substitutivo apresentado pela relatora, a deputada Nely Aquino (Podemos-MG).

Para Abreu, os bloqueios vão contra a garantia constitucional de livre comunicação, reprimindo usuários que não tiveram práticas antijurídicas. “Trata-se de um ato desproporcional, da espécie censura prévia, em uma ilegítima intervenção do Estado no domínio privado e na liberdade de comunicação dos indivíduos”, alegou.

Como exemplo, ela citou decisões judiciais em 2015 e 2016 que determinaram o bloqueio do WhatsApp por até 72 horas após a recusa da empresa em fornecer dados para investigações criminais.

O que diz o substitutivo do PL?

Aquino adicionou um trecho a fim de assegurar aos usuários mecanismos para escolher conteúdos e contatos de quem desejam receber comunicação. E, para o remetente, receber informações sobre a opção dos destinatários de não ser alvo de comunicações indesejadas.

A parlamentar justifica que “o opt-out está alinhado com os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais”. Assim, a ideia é eliminar práticas abusivas por parte de prestadoras de serviços.

“O substitutivo obriga o provedor de aplicações a assegurar ao titular da conta o direito de controlar o uso de seus dados pessoais e optar por não receber comunicações indesejadas”, explicou a relatora.

Agora, a proposta passará por análise em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Porém, para virar lei, ainda deve receber também aprovações por parte da Câmara e do Senado.

Vale lembrar que, em 2023, o Brasil foi o 2º país mais conectado em um ranking global, com os cidadãos passando mais de 5h por dia na internet. Leia mais no Giz Brasil.

Isabela Oliveira

Isabela Oliveira

Jornalista formada pela Unesp. Com passagem pelo site de turismo Mundo Viajar, já escreveu sobre cultura, celebridades, meio ambiente e de tudo um pouco. É entusiasta de moda, música e temas relacionados à mulher.