Cometa se aproxima da Terra; vai ser visível a olho nu?
Nas próximas semanas, um novo cometa, o C/2025 A6 (Lemmon), cruzará o céu. Ele está se aproximando do Sol e a esperança é que fique mais brilhante, permitindo que interessados vejam com pequenos telescópios ou bons binóculos. Ou até a olho nu em locais com céus escuros e sem poluição luminosa.
Syuichi Nakano, do Escritório Central de Telegramas Astronômicos, descobriu que o cometa chegará ao ponto mais próximo da Terra (perigeu) em 20 de outubro, a 89,16 milhões de km de distância. Ele passará pelo periélio – ponto mais próximo do Sol – em 8 de novembro, a 79,25 milhões de km, quando tende a se iluminar mais.
Os cometas se dividem em duas categorias básicas: brilhantes ou comuns. Mas previsões otimistas afirmam que Lemmon pode acabar sendo classificado como bastante brilhante, pois por um curto período, pode pairar bem próximo do limite de visibilidade a olho nu.
Embora cometas sejam imprevisíveis, fotografias recentes mostraram o C/2025 A6 com uma cor esverdeada, provavelmente devido a uma molécul dicarbonato. Sua cauda, entretanto, parece ser composta principalmente de gás. Ela é mais fraca e brilhando com uma tonalidade azulada.
A partir de 12 de outubro, o cometa começará a ficar disponível para observadores noturnos no Hemisfério Norte. Do início a meados de outubro, muitas pessoas com binóculos e pequenos telescópios poderão seguir a trajetória do cometa, a depender do local de observação.
Contudo, segundo Marcelo Zurita, membro da SAB (Sociedade Astronômica Brasileira) e colunista do Olhar Digital, a visibilidade não será tão boa do Brasil.
Descoberta do cometa
O projeto Mount Lemmon Survey descobriu o cometa com um telescópio refletor Cassegrain de 1,52 metros equipado com uma câmera de 10560 x 10560 pixels. O telescópio está localizado no Observatório Mount Lemmon e é operado pelo Observatório Steward da Universidade do Arizona, nos EUA.
O astrônomo David Fuls fotografou o C/2025 A6 pela primeira vez em 3 de janeiro, acreditando se tratar de um asteroide. Ele parecia apenas um minúsculo ponto de luz, mas imagens subsequentes mostraram que o objeto era, um cometa. Posteriormente, uma imagem anterior, de novembro de 2024, foi localizada.
Além disso, os cálculos orbitais indicam que o cometa Lemmon já esteve aqui antes. Trata-se de um cometa dinamicamente antigo, o que significa que já passou perto do Sol várias vezes.
Com informações de Space.com e Star Walk.
