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Zuckerberg vai ao tribunal depor sobre “vício” em redes sociais

Fundador da Meta prestou depoimento em julgamento sobre alegações de que plataformas prejudicaram crianças
Imagem: YouTube/Reprodução

O fundador da Meta, Mark Zuckerberg, prestou depoimento nessa quarta-feira (18) em um julgamento sobre vício em redes sociais. O caso tramita em Los Angeles, nos EUA, e envolve alegações de que plataformas da empresa prejudicaram crianças.

Durante sua participação no tribunal, Zuckerberg declarou que o objetivo da Meta é tornar o Instagram “útil” para os usuários.

A empresa diz que não busca aumentar o tempo que as pessoas passam no aplicativo, conforme reportou a Engadget. A declaração marca uma mudança significativa no discurso da companhia sobre suas métricas de sucesso.

Mudança de estratégia empresarial

O tribunal questionou Zuckerberg sobre um documento interno que indicava melhorar o engajamento como uma das “metas da companhia”, de acordo com a CNBC. O executivo respondeu que a empresa “tomou a decisão consciente de se afastar dessas metas, concentrando-se em vez disso na utilidade”, conforme reportou a Associated Press.

“Se algo é valioso, as pessoas vão usar mais porque é útil para elas”, disse Zuckerberg.

Origem do processo judicial

O julgamento teve início após ação movida por uma mulher da Califórnia, nos EUA, identificada nos documentos do tribunal como “KGM”. A jovem, que atualmente tem 20 anos, alega que recursos viciantes no Instagram, YouTube, Snapchat e TikTok a prejudicaram quando criança.

TikTok e Snap optaram por fazer acordos antes do caso ir a julgamento. O processo faz parte de uma série de ações nas quais a Meta enfrenta alegações de que suas plataformas prejudicaram crianças.

Depoimento descrito como combativo

A NBC News descreveu a aparição de Zuckerberg no tribunal como “combativa”. Segundo o The New York Times, o executivo acusou o advogado dos autores da ação de estar “distorcendo” seus comentários anteriores mais de uma dúzia de vezes.

A Justiça questionou o fundador da Meta sobre declarações públicas anteriores. Entre elas, seus comentários no podcast de Joe Rogan no ano passado, quando afirmou que não pode ser demitido pelo conselho da Meta porque controla a maioria do poder de voto.

Preocupação com gravações por IA

A aparição de Zuckerberg no tribunal levou o juiz a alertar as pessoas presentes na sala para não gravarem os procedimentos usando óculos com inteligência artificial. Membros da comitiva de Zuckerberg foram vistos usando os óculos inteligentes da Meta quando o CEO foi escoltado para dentro do tribunal, conforme observou a CNBC.

Não está claro se alguém estava usando os óculos dentro da sala. A jornalista de assuntos jurídicos Meghann Cuniff relatou que o juiz estava particularmente preocupado com a possibilidade de jurados serem gravados ou submetidos a reconhecimento facial. Os óculos inteligentes da Meta atualmente não possuem capacidades nativas de reconhecimento facial. Porém, relatórios recentes sugerem que a empresa está considerando adicionar tais recursos.

Posição da Meta sobre vício em redes sociais

Em um processo separado no estado norte-americano do Novo México, os advogados da Meta questionaram a ideia de que as redes sociais devem ser consideradas um vício real. Adam Mosseri, chefe do Instagram, testemunhou anteriormente no mesmo julgamento de Los Angeles que o Instagram não é “clinicamente viciante”.

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