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Bitcoin volta a ficar abaixo de US$ 90 mil e acende alerta no mercado cripto

Criptomoeda registrou desvalorização de 5,2%, aproximando-se da mínima de oito meses após maior queda mensal desde 2021.
Imagem: Unsplash/Reprodução

A maior criptomoeda do mundo, o Bitcoin, registrou queda para valores inferiores a US$ 90 mil nesta segunda-feira (1º). A desvalorização ocorre após o ativo digital ter enfrentado sua maior queda mensal desde meados de 2021, em um cenário onde investidores abandonam tanto o mercado de ações quanto ativos digitais.

Por volta das 11h20 GMT (8h20 no horário de Brasília), o Bitcoin era negociado a US$ 86.461, representando uma desvalorização de 5,2%, aproximando-se da mínima de oito meses de US$ 80.553 registrada no mês passado, segundo dados da Reuters.

Em determinado momento do dia, a criptomoeda chegou a cair 6,1%, encaminhando-se para sua maior queda diária em um mês.

Movimento de saída de investidores

Dados da LSEG mostram que os ETFs de bitcoin nos Estados Unidos registraram saídas recordes em novembro. Este movimento reflete a atual onda de aversão ao risco que afeta principalmente as criptomoedas.

O Ether, segunda maior criptomoeda, também sofreu impacto significativo. O ativo digital apresentou queda de quase 6%, sendo negociado a US$ 2.845. Isso após perder 22% de seu valor em novembro, a maior desvalorização desde fevereiro, quando recuou 32%.

Fatores que influenciam a queda

A diretora de pesquisa da corretora XTB, dos EUA, Kathleen Brooks, explicou que não há um fator específico que tenha desencadeado a queda nesta segunda-feira. “Bitcoin tende a ser um indicador antecipado para o sentimento geral de risco neste momento, e sua queda não é um bom presságio para as ações no início deste mês”, afirmou em nota.

“Não há um fator óbvio [na segunda-feira]. No entanto, a queda acentuada na volatilidade na semana passada, com o [cripto] VIX caindo abaixo da média dos últimos 12 meses, pode ter deixado alguns investidores desconfortáveis, que permanecem preocupados com perspectivas incertas para o final do ano”, disse ela.

O estrategista da Jefferies, Mohit Kumar, apontou que diversos fatores negativos para o setor de criptomoedas estão contribuindo para a pressão sobre o Bitcoin. Entre eles está o rebaixamento da classificação da Tether, a maior stablecoin do mundo, pela S&P Global na semana passada, citando um aumento em ativos de maior risco em suas reservas e “lacunas persistentes na divulgação”, afirmação com a qual a Tether disse “discordar fortemente”.

Indicadores de mercado

Os contratos futuros de Bitcoin no mercado de derivativos CME refletem o crescente pessimismo dos investidores. Os contratos com vencimento em três meses estão sendo negociados com o menor prêmio. Isso em relação aos que vencem este mês em pelo menos um ano. Aliás, isso indica menor disposição dos investidores em apostar em uma alta sustentada do preço ao longo do tempo.

O mercado de criptomoedas, que já atingiu aproximadamente US$ 4,3 trilhões em tamanho, perdeu mais de US$ 1 trilhão em valor, de acordo com dados do CoinGecko. Esta desvalorização ocorreu em Londres, com repercussões nos mercados globais, já que o Bitcoin é frequentemente considerado um indicador antecipado do sentimento de risco geral.

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