Disney estuda liberar filmes e séries grátis no Disney+
A Disney estuda a criação de uma camada gratuita no Disney+, sem necessidade de assinatura para acessar parte do conteúdo da plataforma. A iniciativa ainda está em fase de discussão interna, sem prazo ou escopo definidos.
Segundo o Business Insider, que teve acesso à informação por meio de duas fontes familiarizadas com o assunto, o tema foi levado ao conhecimento de funcionários pelo diretor de produto e tecnologia da empresa, Adam Smith, durante uma reunião geral sobre streaming. Smith não detalhou cronograma nem dimensão do projeto.
O movimento ocorre em um contexto de crescimento acelerado dos serviços gratuitos de vídeo. De acordo com dados da Nielsen, os três maiores streamers gratuitos responderam por 18,7% do tempo de exibição nas TVs dos EUA em abril de 2026, ante 16,8% no mesmo período de 2025 e 12,7% em abril de 2024. O avanço do YouTube entre espectadores de televisão é apontado como um dos fatores que pressiona as plataformas pagas a repensar seus modelos.
Atualmente, a assinatura do Disney+ com anúncios custa no Brasil R$ 29,90/mês, o padrão sai por R$ 49,90/mês e o Premium por R$ 69,90/mês. Com o aumento nos preços das plataformas pagas, consumidores têm migrado para opções gratuitas, como YouTube, por exemplo.
Mercado em reconfiguração
Uma faixa gratuita diferenciaria o Disney+ dos demais concorrentes pagos. Apple TV+ e Paramount+ permitem que usuários assistam a alguns episódios completos sem assinatura, mas nenhuma das grandes plataformas pagas oferece conteúdo gratuito de forma abrangente.
O Disney+ também vem testando outros formatos. A plataforma já incorporou clipes verticais ao aplicativo, assim como o Paramount+. O CEO da Disney, Josh D’Amaro, declarou a funcionários que prioriza “inovação em produto e tecnologia” no setor de streaming.
Por outro lado, a Netflix anunciou neste mês que adicionará vídeos de 3 a 20 minutos de duração a partir de agosto, produzidos por publicações como BuzzFeed Studios, Condé Nast, Hearst Magazines, Penske Media e People Inc. A empresa também expandiu sua atuação em podcasts em vídeo e tem testado o formato vertical.
