Quantas vezes por semana você deve esfoliar a pele? Veja o que diz a ciência
Esfoliar a pele pode deixar o rosto mais uniforme, macio e luminoso. Mas a frequência errada também pode causar irritação, descamação e piora da acne, principalmente quando a pessoa usa produtos fortes sem ajustar a rotina.
A pele não precisa de esfoliação diária
A camada mais externa da pele elimina células mortas o tempo todo. Quando essas células se acumulam, elas podem deixar a textura áspera, entupir poros e tirar o viço.
A esfoliação ajuda a remover esse excesso. Ela também pode auxiliar no controle da acne, suavizar linhas finas e melhorar marcas na pele.
Mesmo assim, a maioria das pessoas não tolera esfoliação todos os dias. A recomendação geral fica em cerca de duas vezes por semana, tanto no rosto quanto no corpo.
O tipo de pele muda tudo
De acordo com o Heatlh, peles secas ou sensíveis tendem a reagir mais. Nesses casos, a frequência costuma ficar entre uma e duas vezes por semana.
Peles oleosas ou com tendência à acne podem aceitar mais sessões. Algumas pessoas conseguem esfoliar três a quatro vezes por semana, ou até diariamente, com fórmulas mais suaves.
Já peles normais ou mistas costumam ficar no meio do caminho. Para elas, duas a três vezes por semana podem funcionar melhor.
Química ou física: qual escolher?
A esfoliação química usa ativos como AHA e BHA. Esses nomes indicam ácidos que ajudam a soltar células mortas sem depender de atrito.
Os AHAs incluem ácido glicólico, lático e mandélico. O BHA mais conhecido é o ácido salicílico, muito usado em peles oleosas e acneicas.
A esfoliação física usa grânulos, escovas, esponjas ou panos. Ela remove células por atrito, mas também pode machucar mais.
Dermatologistas costumam preferir esfoliantes químicos para rosto e corpo. Esfoliantes físicos fortes podem irritar peles secas, sensíveis, acneicas ou com manchas.
O melhor ativo para cada caso
O ácido glicólico pode melhorar textura, poros e produção de colágeno. Porém, ele pode irritar peles secas ou sensíveis.
O ácido lático age de forma mais suave e ainda ajuda na hidratação. Por isso, combina melhor com pele seca ou sensível.
O ácido mandélico pode ajudar em manchas e inflamação. Ele tende a ser interessante para pele acneica, sensível e tons de pele mais escuros.
O ácido salicílico reduz oleosidade e desobstrui poros. Por isso, aparece com frequência em rotinas contra acne.
O sinal de que você passou do ponto
Vermelhidão, ardor, queimação, descamação e mais espinhas indicam excesso. Ou seja, a barreira da pele perdeu parte da proteção natural.
A rotina segura começa com teste em pequena área, movimentos suaves por cerca de 30 segundos e hidratação depois. Quem usa AHA também precisa aplicar protetor solar com FPS 30 ou maior pela manhã.
Por fim, se a irritação continuar ou piorar, o ideal é parar a esfoliação e procurar um dermatologista.
