Telescópio no Chile captura imagem detalhada da Nebulosa Borboleta
O Observatório Internacional Gemini, no Chile, registrou uma nova fotografia da NGC 6302, ou Nebulosa Borboleta, com o telescópio Gemini Sul. O laboratório NOIRLab da NSF (Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos), que gerencia o aparelho no território chileno, divulgou a imagem nesta quarta-feira (27), após obtê-la em outubro de 2025.
O fenômeno astronômico se assemelha a uma borboleta cósmica e está entre 2.500 e 3.800 anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião. A distância entre o planeta Terra e a NGC 6302 representa uma extensão de 15 a 22,8 quatrilhões de milhas. Como forma de contextualizar esta medida, de acordo com o Departamento da NSF, cada ano-luz equivale a 6 trilhões de milhas.
A escolha deste alvo astronômico tem um significado especial, aliás. Isso porque os estudantes do Chile selecionaram a Nebulosa Borboleta como parte das comemorações dos 25 anos de operação do Observatório Gemini.
Em um comunicado, o NOIRLab informou que “esta seleção marca um quarto de século de contribuições científicas desta instalação para a astronomia mundial”.
Formação da Nebulosa Borboleta, capturada pelo telescópio Gemini
A configuração atual da Nebulosa Borboleta resultou de um processo natural de evolução estelar. Uma estrela anã branca, no centro da formação, expeliu suas camadas externas de gás, dando origem ao efeito visual que aparece na imagem.
Essa estrela anã branca emite um calor que faz com que o gás ao redor brilhe intensamente. Então, as camadas de gás descartadas formam estruturas que se projetam do astro envelhecido, criando um formato que lembra asas de borboleta.
Observatório do Chile vai mapear o céu visível por uma década
Também no Chile, o Observatório Vera Rubin fará um mapeamento do céu austral durante os próximos 10 anos com uma resolução sem precedentes. A intenção é permitir a descoberta de bilhões de novos objetos.
Apesar de a iniciativa ser norte-americana, o observatório será usado por aproximadamente 3 mil pesquisadores de cerca de 30 países. O Brasil obteve o direito de indicar cerca de 170 pesquisadores para participar de projetos de pesquisa com dados do observatório. Leia mais no Giz Brasil.
