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Meta revela pulseira que controla computadores com gestos manuais

De acordo com a Meta, a pulseira experimental detecta os sinais elétricos emitidos pelos músculos ao mover os dedos
Imagem: Meta/Reprodução

Um pulseira desenvolvida por pesquisadores da Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, promete permitir controlar um computador do outro lado da sala apenas com o movimento da mão. Segundo a empresa, com um leve giro do pulso, é possível mover o cursor do laptop.

O protótipo se assemelha a um grande relógio de pulso retangular e, ao tocar o polegar no indicador, um aplicativo se abre na tela. Já para escrever seu nome no ar, basta fazer o gesto como se segurasse um lápis.

De acordo com a Meta, a pulseira experimental detecta os sinais elétricos emitidos pelos músculos ao mover os dedos. Esses impulsos, originados a partir de comandos do cérebro, podem indicar o que a pessoa está prestes a fazer antes mesmo de agir.

Dessa forma, com treino, o usuário pode controlar o cursor apenas com a intenção do movimento. Os detalhes sobre o novo produto foram descritos em um artigo publicado nesta semana na revista Nature.

Como a pulseira da Meta funciona

A pulseira usa eletromiografia (EMG) para captar os sinais elétricos dos impulsos gerados por neurônios motores da medula espinhal. Esses impulsos são fortes o suficiente para serem lidos pela superfície da pele e se propagam mais rapidamente que os próprios movimentos físicos.

Diferente da Neuralink, do bilionário Elon Musk, que implanta um chip dentro do cérebro do usuário, a iniciativa da Meta é menos invasiva e não requer cirurgia. Assim, a empresa usou técnicas de inteligência artificial para identificar padrões elétricos emitidos durante movimentos dos dedos e do punho.

“A ideia não é nova, existe há décadas”, afirmou ao NYTimes Dario Farina, professor de bioengenharia no Imperial College de Londres, que testou o protótipo. “O avanço está na aplicação de IA para analisar grandes volumes de dados, tornando o sistema muito mais eficiente.”

A empresa não divulgou quando a tecnologia estará disponível para os usuários, mas Meta afirmou que pretende incorporar a tecnologia a seus produtos nos próximos anos.

Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

Jornalista que cobre ciência, economia e tudo mais. Já passou por veículos como Poder360, Carta Capital e Yahoo.