Nova IA no Instagram olha para o corpo para identificar crianças
A Meta anunciou nesta terça-feira (5) um sistema de inteligência artificial que analisa estrutura óssea em fotos e vídeos para identificar usuários menores de 13 anos no Facebook e Instagram. A tecnologia examina imagens em busca de características físicas como altura e estrutura óssea.
A empresa controladora do Facebook e Instagram desenvolveu uma ferramenta que escaneia publicações, comentários, biografias e legendas em busca de “pistas contextuais” que indiquem idade inferior à permitida. As contas identificadas como pertencentes a menores de 13 anos serão desativadas. De acordo com o The Verge, o proprietário precisará verificar sua idade para evitar a exclusão definitiva.
“Queremos deixar claro: isso não é reconhecimento facial”, afirmou a Meta. A empresa acrescentou que o sistema “não identifica a pessoa específica na imagem”. Porém, a análise busca características gerais nas imagens, não identificação facial de indivíduos.
Proteção de crianças
A implementação ocorre dias após um júri do Novo México, nos EUA, determinar que a Meta violou a lei estadual ao enganar clientes sobre a segurança de suas plataformas. A decisão apontou falha na proteção de crianças contra predadores infantis. A Meta deve pagar US$ 375 milhões como resultado.
A Meta está expandindo a tecnologia para identificar automaticamente usuários entre 13 e 17 anos no Instagram e no Facebook. Esses usuários serão colocados em Contas Teen. Essas contas possuem controles de conteúdo mais rigorosos, bloqueiam mensagens de estranhos e impedem usuários menores de 16 anos de fazer transmissões ao vivo.
Inicialmente, o Facebook implementará a tecnologia para identificar automaticamente usuários nos Estados Unidos. Posteriormente, em junho, haverá expansão no Reino Unido e na União Europeia.
Porém, a empresa não divulgou detalhes sobre quando ocorrerá a implementação mais ampla do sistema além dos países selecionados inicialmente. Além disso, não há informações sobre a precisão do sistema de análise de estrutura óssea. Por fim, também não foram divulgados dados sobre quantos usuários foram identificados até o momento.
