Fotógrafo flagra nuvem de plasma “flutuando” sobre o Sol

Em 20 de outubro, o astrofotógrafo Mark Johnston capturou uma imagem incrível do Sol em close-up, no Lago Willow Springs, Arizona, nos EUA. A fotografia mostra uma nuvem de plasma de hidrogênio contorcida acima da superfície solar, suspensa por campos magnéticos.
O registro comprime 75 minutos de atividade solar em tempo real em uma animação em timelapse de 6,5 segundos, em loop. O fotógrafo explicou a captura em entrevista ao Space.com.
“O vídeo mostra uma nuvem de plasma de hidrogênio suspensa acima do limbo solar por campos magnéticos”, disse Johnston. “Eu tenho uma nova atualização no meu filtro etalon solar e, quando a visibilidade está boa, estou obtendo resultados fabulosos”.
Para capturar as fotos, Johnston usou um telescópio equipado com filtro de rejeição de energia Baader e uma câmera.
O resultado foi um registro extremamente detalhado, revelando o movimento sutil do plasma interagindo com o ambiente magnético dinâmico do Sol. Vale lembrar que observar o astro sem o equipamento adequado pode ser perigoso. Ou seja, a olho nu ou através de um telescópio e sem filtros solares certificados.
Nas imagens, uma proeminência solar – ancoradas à fotosfera solar – aparece como uma grande estrutura brilhante estendendo-se para fora da superfície do Sol, até sua atmosfera superior quente, ou coroa. Embora os cientistas não entendam sua origem, as proeminências podem se formar em um dia e persistir por semanas ou meses (quando estáveis), formando laços de centenas de milhares de quilômetros no espaço, segundo a NASA.
O material vermelho incandescente é plasma, um gás quente composto de hidrogênio e hélio eletricamente carregados.
Além disso, o plasma da proeminência flui por uma estrutura emaranhada de campos magnéticos, geradas pelo dínamo interno do Sol. Quando essas estruturas magnéticas se tornam instáveis, a proeminência pode entrar em erupção, lançando plasma para o espaço.
