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Cientistas criam córnea artificial usando escama de peixe

Universidade desenvolve implantes oculares biocompatíveis que podem substituir transplantes de doadores e reduzir custos do tratamento.
Imagem: YouTube/Reprodução

Cientistas da Universidade de Granada, na Espanha, desenvolveram implantes corneais feitos com escamas de peixes encontrados em mercados. O produto pode se tornar alternativa de menor custo aos transplantes de doadores para doenças oculares graves.

O Grupo de Engenharia de Tecidos da universidade e o instituto de pesquisa biomédica ibs.GRANADA criaram os implantes utilizando escamas de diversas espécies de peixes. Os implantes apresentaram alta biocompatibilidade, transparência e resistência, segundo comunicado divulgado pelas instituições, de acordo com a Reuters. Veja:

A córnea é a camada frontal transparente do olho. Quando gravemente danificada, é difícil de reparar porque não possui vasos sanguíneos e tem capacidade regenerativa limitada. Doenças corneais graves são tratadas com transplantes de doadores. Porém, o procedimento pode ser limitado pela disponibilidade de órgãos e listas de espera.

Córneas artificiais

Pesquisadores da Universidade de Antuérpia realizaram em 2016 um estudo revisado por pares. O estudo constatou que córneas artificiais derivadas de escamas de peixe eram biocompatíveis com humanos. Agora, a equipe da Universidade de Granada afirmou que o material produziu bons resultados funcionais em estudos laboratoriais e em animais que receberam os implantes.

“Devido à sua origem, este produto é muito acessível, fácil de obter e barato, e poderia ajudar a impulsionar a indústria pesqueira local”, afirmou Ingrid Garzon. Ela é professora de histologia da universidade espanhola do sul e coassinou a pesquisa.

Miguel Alaminos também é professor de histologia na mesma universidade. Ele declarou no comunicado: “Embora o transplante padrão geralmente ofereça bons resultados, é necessário desenvolver novos métodos eficazes de regeneração que não dependam de doação de órgãos, que está sujeita a listas de espera.”

Contudo, a tecnologia permanece distante de possível uso clínico em humanos. Isso porque os testes realizados até o momento sugerem que os implantes podem ser úteis para reparo e regeneração da córnea. Porém, os cientistas precisam realizar ensaios clínicos com pacientes antes de utilizar a tecnologia clinicamente em humanos.

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