China testa chips cerebrais que têm vantagem sobre o Neuralink
Atualmente, estão em testes na China várias BCI (interfaces cérebro-computador). Uma novidade é o sistema da empresa de tecnologia médica StairMed. Os chips cerebrais são semelhantes aos implantes humanos da norte-americana Neuralink, de Elon Musk. No entanto, o dispositivo da StairMed possui menos sondas do que o da competidora, sendo menor e menos invasivo. As informações são de um artigo da Nature.
Segundo Zhengtuo Zhao, neuroengenheiro da Academia Chinesa de Ciências e fundador da StairMed, a sonda cerebral profunda da startup “é o primeiro ensaio clínico de BCI invasivo na China”.
O dispositivo envolve a implantação de 64 sensores finos, com um centésimo da espessura de um fio de cabelo humano. Eles penetram no córtex neural e são acoplados a um dispositivo que pode ser carregado e transmitir informações sem fio. Ele permitiu que um homem sem membros jogasse jogos no computador.
A tecnologia ainda é nova, mas Zhao espera aprimorá-la com sistemas mais inteligentes para permitir o controle de, por exemplo, inteligentes e robôs avançados, área em que a China supera os EUA com suas muitas empresas.
China avança em chips cerebrais
De acordo com pesquisadores, muitos dos dispositivos chineses são versões simplificadas dos de empresas norte-americanas. Entretanto, o país está avançando em algoritmos para decodificar dados neurais e os dispositivos de implantação.
Além disso, o governo considera os sistemas cérebro-computador como prioridade em inovação e agências de financiamento estão investindo na área. O país ainda conta com infraestrutura médica e população suficiente para testar e validar tecnologias. Várias equipes já anunciaram resultados iniciais, embora ainda não tenham sido revisados.
Outro sistema cérebro-computador que está em testes humanos é um dispositivo sem fio minimamente invasivo, o NEO. Adequado para movimentos simples, ele é capaz de restaurar o movimento da mão de uma pessoa com paralisia com uma luva pneumática. Embora sua resolução de sinal não seja tão forte quanto a de sondas profundas que registram a atividade de neurônios individuais, o dispositivo funciona por um longo período.
A primeira pessoa recebeu o dispositivo em outubro de 2023, passando a conseguir fortalecer e acelerar a pegada. Agora, após 20 meses com o dispositivo, pode usá-lo para comer e beber, de acordo com Hong Bo, engenheiro biomédico da Universidade Tsinghua e co-líder do teste. Até então, 20 indivíduos já receberam o implante NEO.
Em fevereiro, a equipe do NEO descreveu o uso de chips neuromórficos eficientes, em vez dos de silício convencionais, para imitar a decodificação dos sinais cerebrais pelo cérebro. Isso permitiria integrar o chip à própria sonda e tornar o dispositivo menor, consumindo menos energia e processando informações mais rapidamente.
