China adianta missão Shenzhou para “cobrir buraco” deixado por nave danificada
Após danos recentes na nave Shenzhou-20, a China decidiu adiantar a missão Shenzhou-22, sem tripulação e com destino à estação espacial Tiangong, para “cobrir o buraco” do revés da última semana.
Como publicamos aqui no Giz no último dia 5, a China adiou o retorno dos astronautas da missão Shenzhou-20 após a nave apresentar danos. Na última sexta-feira (14), os astronautas voltaram à Terra.
De acordo com informações da mídia estatal, o incidente ocorreu por um impacto de detritos espaciais que causaram uma rachadura na janela da cápsula de retorno da nave.
Desse modo, os três astronautas precisaram ficar por mais nove dias na estação, junto ao novo trio que chegou com a missão Shenzhou-21 uma semana antes. Aliás, a China usou a nave da missão Shenzhou-21 para realizar o retorno dos astronautas. Inicialmente, a nave seria o veículo de evacuação de emergência da nova tripulação.
Com a nova tipulação sem uma cápsula de retorno, a China decidiu adiantar a próxima missão, a Shenzhou-22, para “cobrir o buraco”, enviando uma nova cápsula de emergência para a atual tripulação.
Assim, a agência espacial chinesa garante que a tripulação complete a missão de seis meses, que se encerrará em abril de 2026. A nova sonda transportará cargas à estação espacial, incluindo mantimentos e equipamentos adicionais.
Desde 2021, a China realiza regularmente as missões Shenzhou. No entanto, o incidente do início deste mês representa o primeiro contratempo sério desde que a estação Tiangong entrou em operação.
A China projetou a estação para abrigar três astronautas em períodos contínuos, mas Tiangong consegue hospedar, temporariamente, até seis pessoas. Por fim, a China ainda não anunciou oficialmente o que acontecerá com a nave da missão Shenzhou-20 danificada.
