Vídeo capta IAs conversando com linguagem no estilo “R2-D2”
Um novo vídeo viral tem ganhado cada vez mais repercussão entre os entusiastas de inteligência artificial e também entre fãs de “Star Wars”. O conteúdo em questão mostra dois chatbots de inteligência artificial (IA) conversando em “Gibberlink”, um protocolo de comunicação avançado baseado em GGWave.
Na prática, como bem observado pelos internautas, a comunicação entre os robôs lembra bastante o personagem R2-D2, um droid muito querido pelos fãs da franquia espacial e que se expressa através de ruídos ininteligíveis para a audiência, mas que são — surpreendente e integralmente– compreendidos pelos personagens ao seu redor.
Desenvolvedores demonstraram o feito no evento ElevenLabs 2025 Hackathon. O projeto acabou vencendo o evento, que é uma espécie de “maratona de programação”, e mostra os dois chatbots da ElevenLabs, especializada em softwares de síntese de voz, conversando sobre uma reserva de uma acomodação.
Inicialmente, os dois chatbots interagem verbalmente sem saber que são agentes de inteligência artificial, mas, quando se identificam como robôs de IA, a comunicação muda radicalmente para ruídos que lembram, e muito, o R2-D2.
Na prática, o sistema converte a fala “normal” em sinais indistinguíveis para seres humanos. No entanto, esses sons “estranhos” permitem uma transferência de dados mais veloz entre ambos os robôs. Assim, torna a comunicação entre eles um pouco mais eficiente. Assista:
Código aberto
Os desenvolvedores defendem que o GGWave é mais barato para executar porque não depende de GPUs de alta potência. Para executar a tecnologia, é necessário apenas CPUs tradicionais, que consomem uma quantidade muito menor de recursos.
Aliás, os desenvolvedores disponibilizaram todo o código do experimento no GitHub. Dessa forma, qualquer pessoa pode acessar e reproduzir a interação.
Embora na prática a demonstração da tecnologia não tenha nenhum propósito específico, alguns internautas demonstraram preocupação com esta forma de comunicação. Muitos acreditam que os ruídos podem ser usados para traçar planos e estratégias em uma eventual tentativa de dominação do mundo. Isso sem que os robôs sejam descobertos pelos seres humanos.
