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Microsoft acaba com Skype para manter apenas o Teams

Plataforma vem perdendo terreno desde o início da pandemia de Covid-19
Imagem: Unsplash/Reprodução

A Microsoft encerrará oficialmente o Skype no próximo dia 5 maio. O aplicativo de comunicação existe há mais de 20 anos e será substituído pela versão gratuita do Teams. A plataforma é muita usada para videoconferências no ambiente corporativo.

Quem utiliza regularmente o aplicativo poderá ter seu histórico de conversas e contatos transferidos para o Teams. Ao portal The Verge, um porta-voz da empresa confirmou que neste processo de transição, que levará pouco mais de 2 meses, o usuário terá total controle e “poder de escolha” sobre suas informações.

Nesta transição, a gigante da tecnologia promoverá a interoperabilidade entre os aplicativos, permitindo que mensagens sejam entregues normalmente para todos que ainda utilizam o Skype. Quem possui créditos na plataforma poderá utilizá-los normalmente, mas não adquirir mais.

Morte do Skype

É importante destacar que o encerramento da plataforma não resultará em demissões. Isso porque as equipes que trabalham por trás do Skype também estão envolvidas no desenvolvimento do Teams.

Nos últimos anos, o Skype vem observando uma queda acentuada no número de usuários. Isso tem acontecido na medida em que outras plataformas, como FaceTime e, principalmente, o WhatsApp, vem aumentando de popularidade no mundo todo. O aplicativo de propriedade da Meta tornou conversas com familiares e amigos muito mais simples e acessíveis.

Além disso, durante as restrições da pandemia de Covid-19, a o mensageiro recebeu uma série de otimizações que melhoraram a experiência dos usuários. Assim, contribuíram para consolidá-lo como uma das plataformas mais populares para chamadas em vídeo.

Além dos aplicativos que fazem sucesso em dispositivos mobile, Zoom e Google Meet ganharam preferência dos usuários durante o mesmo período e, atualmente, são mais populares que o concorrente da Microsoft.

Essa perda de usuários é um dos principais motivos pelos quais a empresa decidiu encerrar o funcionamento da plataforma, que teve seu principal período de popularidade na primeira década do século, quando praticamente não tinha concorrentes no segmento.

Vinicius Marques

Vinicius Marques

É jornalista, vive em São Paulo e escreve sobre tecnologia e games. É grande fã de cultura pop e profundamente apaixonado por cinema.