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IA no trabalho funciona melhor ouvindo funcionários

Empresas mostram que ouvir funcionários e criar regras simples pode tornar a IA mais útil e segura no trabalho.

IA no trabalho funciona melhor ouvindo funcionários

Empresas que querem adotar inteligência artificial no trabalho precisam ouvir melhor seus funcionários. Estudos de caso com grandes empresas globais como IBM e EXL mostram que governança clara, canais de escuta e abertura para testes ajudam a reduzir riscos e aumentar a inovação.

IA no trabalho exige mais do que ferramenta nova

A adoção de IA nas empresas costuma começar pela tecnologia. A parte mais difícil, porém, aparece na rotina dos funcionários.

As pessoas precisam entender como a IA entrará no trabalho, quais regras valem e como podem opinar. Sem esse caminho, a empresa corre o risco de criar desconfiança, baixa adesão e uso improvisado.

A IBM tratou esse ponto com entrevistas internas. Jon Lester, vice-presidente de Tecnologia de RH, Dados e IA, liderou conversas com funcionários para entender como eles gostariam que a IA aparecesse em suas funções.

Funcionários querem clareza e espaço para opinar

As entrevistas da IBM indicaram uma demanda prática. Os funcionários queriam clareza, suporte e chance de influenciar o uso da IA em seus cargos.

Jamie VanDodick, diretora de Governança de IA e Tecnologia Responsável, participou da análise. O trabalho mostrou que líderes abertos ao feedback tendem a receber contribuições mais honestas.

Essa escuta muda a relação com a tecnologia, pois o funcionário deixa de apenas receber uma ferramenta pronta e passa a participar da forma como ela entra no fluxo de trabalho.

Experimentação também aumenta adesão

A IBM também identificou que, quando a empresa incentiva testes responsáveis, os funcionários tendem a inovar mais com IA.

Isso não significa liberar qualquer uso sem controle. O ponto está na combinação entre autonomia e confiança.

A empresa precisa criar espaços seguros para experimentar, aprender e corrigir. Esse processo ajuda a transformar IA em ferramenta útil, sem depender apenas de ordens vindas da liderança.

Regras claras ajudam compliance e inovação

O segundo estudo analisou a EXL, empresa global de dados e IA. A companhia tem mais de 65 mil funcionários em mais de 50 centros de entrega pelo mundo.

A EXL consultou 5.500 funcionários para entender a experiência deles com seu modelo de governança de IA. A empresa também buscou criar mecanismos de feedback contínuo.

Donal McCarthy, líder global de Soluções e Centro de Excelência de Propriedade Intelectual, e Ciara McMenamin, advogada-geral assistente, participaram da análise.

A conclusão principal é “quando os modelos de governança de IA são claros e fáceis de navegar, a conformidade com esses modelos e a inovação dos funcionários melhoram.”

O que empresas devem fazer agora

O recado para líderes é que não basta comprar plataformas de IA, publicar uma política interna e esperar adoção automática.

Empresas precisam montar equipes responsáveis, criar processos estruturados de escuta e simplificar as regras. O funcionário deve saber o que pode fazer, o que deve evitar e onde pedir ajuda.

Esse tipo de governança não trava a inovação. Pelo contrário, ela pode tornar o uso de IA mais seguro, mais útil e mais alinhado ao trabalho real.

A IA já entrou no escritório. A pergunta é se ela vai entrar com método ou como mais uma ferramenta confusa na pilha digital.

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