Fruta tropical ajuda a controlar glicemia e reduz risco de diabetes
De acordo com um estudo coordenado pela pesquisadora de nutrição clínica Raedeh Basiri (George Mason University), além do chá, as mangas podem oferecer fatores de proteção para adultos com pré-diabetes. Este é o primeiro ensaio clínico de longo prazo a mostrar os benefícios metabólicos e de composição corporal da manga em pré-diabetes. Ele foi publicado na Foods em agosto de 2025.
Manga é fruta boa para combater diabetes
Embora as frutas tropicais possam conter até 50 gramas de açúcar, o que importa, segundo Basiri, é o “contexto alimentar geral”. Isso porque os açúcares naturais das mangas e outras frutas têm fibras, vitaminas e nutrientes que oferecem benefícios à saúde.
Por outro lado, alimentos com adição de açúcar, como cereais matinais, e até lanches com baixo teor de açúcar, podem não ter o mesmo valor nutricional. E, além disso, até aumentar o risco de diabetes, segundo a professora do Departamento de Nutrição e Estudos Alimentares da George Mason, nos EUA.
“Indivíduos com alto risco de diabetes não devem se concentrar apenas no teor de açúcar dos alimentos, mas também na forma como os açúcares são fornecidos”, explicou a pesquisadora.
Como foi feito o estudo?
Basiri e sua equipe dividiram os participantes do estudo em dois grupos. Um deles recebeu uma manga fresca diariamente, enquanto o outro recebeu uma barra de granola com baixo teor de açúcar. Durante seis meses, os cientistas mediram níveis de glicose no sangue, respostas corporais à insulina e gordura corporal.
A conclusão revelou que a manga com alto teor de açúcar (32 gramas) foi mais benéfica do que uma barra de granola com baixo teor (11 gramas). Afinal, o grupo que consumiu a manga demonstrou melhor controle da glicemia, maior sensibilidade à insulina e redução da gordura corporal.
Contudo, há ressalvas: o estudo controlado randomizado foi financiado pelo National Mango Board. Porém, os autores declaram não haver conflitos de interesse. A justificativa é que os financiadores não tiveram papel no desenho do estudo, coleta, análise, interpretação dos dados ou decisão de publicação.
Vale lembrar que, em janeiro, o periódico Nutrients publicou outro estudo com voluntários com sobrepeso ou obesidade. O resultado mostrou uma melhora na sensibilidade à insulina, o que favorece o equilíbrio glicêmico e, a longo prazo, pode ajudar a reduzir o risco de diabetes tipo 2.
