DeepSeek mostra novo modelo e promete peitar gigantes dos EUA
A startup chinesa DeepSeek apresentou a prévia do modelo de inteligência artificial DeepSeek-V4. A recepção dos mercados financeiros foi discreta, diferente do impacto provocado pelos modelos anteriores da empresa.
A companhia de Hangzhou divulgou seu modelo de nova geração em meio à competição acirrada no setor de IA na China. Agora, múltiplas empresas apresentam modelos cada vez mais capazes.
Dados de benchmark da Artificial Analysis mostram que o DeepSeek-V4 Pro apresenta melhoria significativa em relação às versões anteriores. O modelo se classifica entre os principais modelos de código aberto.
O cenário atual contrasta com o ano passado, quando a DeepSeek lançou os modelos V3 e R1. A empresa afirmou que os modelos foram treinados com uma fração do poder computacional usado por rivais dos Estados Unidos.
O lançamento desencadeou uma venda massiva de ações de tecnologia em escala global.
Analistas caracterizaram o momento do lançamento anterior como um evento “cisne negro”. O episódio forçou uma reprecificação súbita de suposições sobre custo, competição e a capacidade da China de inovar sob restrições de chips dos Estados Unidos.
Expectativas do mercado em relação à IA são diferentes
A reação moderada ao DeepSeek-V4 reflete uma mudança nas expectativas do mercado. Os mercados e a indústria se acostumaram a modelos de inteligência artificial de baixo custo e alta eficiência desenvolvidos sob restrições computacionais. O elemento surpresa foi reduzido.
As avaliações elevadas de empresas de tecnologia dos Estados Unidos, as expectativas de domínio contínuo por um punhado de players e o surgimento de uma startup chinesa relativamente desconhecida entregando resultados inesperadamente fortes convergiram no passado.
Esse cenário mudou.
Os mercados de ações da Coreia do Sul e de Taiwan atingiram novos recordes nesta segunda-feira. O otimismo amplo em relação a ações relacionadas à inteligência artificial impulsionou os índices.
A DeepSeek adaptou o V4 para funcionar melhor em chips Huawei. A medida representa uma resposta aos controles de exportação dos Estados Unidos. As restrições são para cortar o acesso do mercado chinês a chips de ponta dos EUA que alimentam o desenvolvimento de modelos de IA.
A competição dentro da China deve continuar se intensificando. Várias empresas lançam modelos cada vez mais capazes. O foco se desloca do impacto de mercado para a corrida entre Estados Unidos e China pela supremacia tecnológica.
