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Cientistas querem transformar flores em comida para pessoas

Ciência quer usar flores para fazer comidas saudáveis e sustentáveis para humanos em "momentos de necessidade"

As flores já servem como cosméticos, e agora elas podem virar… comida! Um novo estudo liderado pelo cientista Anand Mohan busca descobrir como utilizar flores como comidas saudáveis para humanos. De acordo com o site BGR, ele acredita que esse recurso inexplorado pode mudar a indústria alimentícia, oferecendo sustentabilidade e nutrição simultaneamente. Além disso, também poderia ajudar a humanidade em momentos de necessidade.

Estudantes começaram a testar formas de integrar flores na produção de alimentos, combinando com outros métodos de criação de comida em laboratório.

Um detalhe é que muitas das flores comestíveis contêm antioxidantes, proteínas e vitaminas que podem servir como aditivos alimentares naturais.

As rosas, por exemplo, têm antioxidantes que ajudam a estender a vida útil da carne bovina. Sendo assim, podem contribuir para diminuir o desperdício de alimentos. Já outras, como as flores de brócolis, são ricas em proteínas e vitaminas, sendo um ingrediente potencial para cereais e outros alimentos.

Impecilhos para a alimentação com flores e uso da tecnologia de ultrassom

Até então, um dos principais desafios de usar flores para alimentação é seu alto teor de umidade, que dificulta o armazenamento e o transporte sem danos. Isso porque os meios comuns de secagem, como ar quente, danificam a cor e a qualidade das plantas.

Para combater esse problema, a tecnologia de ultrassom é utilizada frequentemente no processamento de alimentos. A intenção é melhorar a textura, a vida útil e a retenção de nutrientes.

Neste estudo, os pesquisadores usaram as ondas para gerar calor. Dessa forma, elas ajudam a secar as flores eficientemente e preservando a cor vibrante, bem como os compostos benéficos. Além disso, o ultrassom também é capaz de extrair os nutrientes valiosos das flores.

Esse não é o primeiro projeto desenvolvido para garantir a segurança alimentar ou evitar o desperdício. Ano passado, o Japão começou a desenvolver ações para transformar restos de alimentos em ração para animais. Além disso,  pesquisadores da Universidade da Califórnia propuseram usar o fungo Neurospora intermedia em pratos de restaurantes. Leia mais no Giz Brasil.

Isabela Oliveira

Isabela Oliveira

Jornalista formada pela Unesp. Com passagem pelo site de turismo Mundo Viajar, já escreveu sobre cultura, celebridades, meio ambiente e de tudo um pouco. É entusiasta de moda, música e temas relacionados à mulher.