O Oceano Atlântico Norte quebrou recordes diários de temperatura por 421 dias consecutivos, fenômeno que terminou em 29 de abril de 2025. A sequência de altas temperaturas marinhas, iniciada no primeiro trimestre de 2024, superou marcas históricas com margens expressivas, ultrapassando 1 grau Fahrenheit em diversas ocasiões.
A anomalia térmica afetou uma região crucial para a formação de furacões e regulação climática global. Os dados mostram que durante mais de um ano, as temperaturas no Atlântico Norte permaneceram acima dos recordes históricos para cada dia específico. De acordo com a Scientific American, este fenômeno representa um marco preocupante nos registros oceanográficos.
“Não é apenas o fato de ter sido uma sequência consecutiva de 421 dias. Mas durante grande parte desse tempo, os recordes foram quebrados por uma grande margem, nem chegava perto”, afirmou Brian McNoldy, cientista oceânico da Universidade de Miami, nos EUA.
O fenômeno atingiu especificamente o Atlântico Norte, área que desempenha papel fundamental nos padrões climáticos do hemisfério norte e na formação de tempestades tropicais. Aliás, os impactos dessa elevação de temperatura podem se estender para além do ambiente marinho.
Além disso, a onda de calor oceânica persistiu por mais de um ano, com temperaturas constantemente acima das máximas históricas diárias.
