Pegar carona com táxi voador está mais próximo da realidade
A empresa norte-americana Joby Aviation, em parceria com a Toyota, deu mais um passo em tornar o táxi voador uma realidade. A companhia anunciou nesta semana que vai expandir sua atuação na cidade de Marina, na Califórnia, nos EUA, e vai criar centenas de empregos para dar conta de sua produção.
A unidade é uma das quatro da Joby nos EUA. “Reimaginar a mobilidade urbana exige velocidade, escala e fabricação de precisão. Nossa expansão na Califórnia e em Ohio está nos preparando para fazer exatamente isso”, comentou Eric Allison, Diretor de Produtos da empresa ao portal Eletrive.
Em novembro de 2024, a Toyota e a Joby concluíram com sucesso o primeiro voo de exibição internacional da Joby no Centro Técnico Higashi-Fuji em Shizuoka, no Japão.
O táxi aéreo elétrico da Joby foi projetado para transportar um piloto e quatro passageiros a velocidades de até 320 km/h. A ideia é oferecer mobilidade de alta velocidade com zero emissões operacionais e uma fração do ruído produzido por helicópteros. Veja:
De acordo com as empresas, este novo serviço de mobilidade visa reduzir o congestionamento do tráfego e minimizar o impacto ambiental. Além de fornecer soluções de transporte para regiões urbanas e rurais.
A Joby foi fundada em 2009 e, desde então, realizou milhares de voos de teste, incluindo voos de exibição a partir do icônico Heliporto do Centro de Manhattan, em Nova York.
“Corrida” pelo táxi voador
Além da Joby e da Toyota, outras empresas também estão em uma “corrida” para colocar no mercado os primeiros táxis voadores. A empresa sueca Jetson apresentou no ano passado o One. O veículo elétrico de decolagem e pouso verticais (eVTOL) se inspira na nave do futuro e custa US$ 128 mil (R$ 645 mil, em conversão direta).
O diferencial do Jetson One é a capacidade de voar, sem a necessidade de licenças específicas, como outros modelos de carros voadores. Dessa forma, isso acontece porque dá para controlar o veículo por controle remoto — isto é, a pessoa que fica na nave não precisa saber pilotar.
Assim, a ideia da Jetson é transformar o veículo em um veículo pessoal em vez de um táxi voador, indo de encontro às demais fabricantes de eVTOL do mercado. Desde 2023, o carro conta com aprovação oficial do governo italiano para realizar viagens não tripuladas no país.
Pensando no mercado brasileiro, a Embraer tem trabalhado no EVE-100. Fabricado pela startup Eve, deve funcionar como um táxi aéreo, com pagamento e reservas pelo celular. A empresa é subsidiária da Embraer e tem planos de fabricar o carro voador na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo.
Atualmente, cada unidade do EVE-100 custa US$ 3 milhões (cerca de R$ 15 milhões), de acordo com uma reportagem do UOL. Aliás, o carro voador acumula 2.850 reservas e tem previsão de lançamento para 2026.
