A NASA registrou uma transformação na coloração das águas costeiras da Flórida, nos EUA. O fenômeno ocorreu entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, quando as águas azuis profundas do Golfo do México adquiriram tons azuis e verdes claros. A mudança aconteceu durante duas tempestades de inverno chamadas Fern e Gianna.
Causa do fenômeno
Uma onda de ar ártico provocou a alteração visual nas águas da costa oeste da Flórida. As temperaturas caíram abaixo de zero em algumas regiões do estado. Assim, a agitação de lama de carbonato de cálcio, formada principalmente por restos de organismos marinhos, causou a mudança de cor observada pelos instrumentos de monitoramento espacial.
Além disso, as temperaturas oceânicas diminuíram e os ventos se intensificaram. A água rasa e mais fria ficou mais densa e fluiu para o mar com as marés. O evento climático de ar frio movimentou toda a lama no oceano. Veja:
Imagem: NASA
Registro por satélites
O instrumento MODIS (sigla para Espectrorradiômetro de Imagem de Resolução Moderada) do satélite Terra captou a mudança nas águas sobre a Plataforma Oeste da Flórida em 3 de fevereiro. Por outro lado, o satélite Landsat 9 obteve imagens mais detalhadas através do instrumento OLI (Imager operacional de terreno).
As interações do inverno produziram redemoinhos próximos à inclinação da Plataforma Oeste da Flórida. Esses redemoinhos se formam quando águas mais estreitas, densas e frias puxam sedimentos para dentro do Golfo do México, que possui fluxo mais lento.
Impacto climático
As suspensões de sedimentos carbonáticos afetam o ciclo geral de carbono da Terra. Esses eventos normalmente ocorrem durante furacões tropicais e ciclones, que sequestram o material em águas mais profundas.
Os pesquisadores conhecem menos sobre como as frentes frias facilitam situações similares de suspensão de sedimentos carbonáticos. Há menos informações disponíveis sobre sua ocorrência durante tempestades de inverno.
Além disso, os climatologistas esperam aprender mais sobre o sequestro local de carbono oceânico ao compreender melhor essas ocorrências mais raras. A física dos fluidos cria redemoinhos curvos e contrarrotativos, a mesma dinâmica observada durante tempestades de poeira na Terra e em Marte.
