Microsoft passa a valer mais de R$ 22 trilhões, 2x o PIB do Brasil
O grupo Microsoft ultrapassou nesta quinta-feira (31) a marca de US$ 4 trilhões de dólares (cerca de R$ 22,1 trilhões) em valor de mercado pela primeira vez, graças a resultados trimestrais melhores do que o esperado. Para se ter uma ideia do tamanho dessa quantia, ela é quase duas vezes o PIB do Brasil em 2024 (US$ 2,1 trilhões ou R$ 11,7 trilhões).
Suas ações subiram 4,62% na Bolsa de Valores de Nova York nesta quinta-feira, para US$ 536,93 (R$ 3.008). Desde o início do ano, seu preço subiu quase 30%. Seu lucro líquido chegou a US$ 27,2 bilhões (R$ 152,4 bilhões), um aumento de 24% em um ano.
Enquanto isso, o faturamento de negócios disparou para US$ 76,4 bilhões (R$ 428 bilhões), um incremento de 18% em 12 meses. Junto com a Meta (Facebook), a Microsoft “superou as expectativas, desencadeando uma nova onda de entusiasmo pela IA que contribui para dinamizar o mercado de ações”, destacou Patrick O’Hare, analista financeiro, à AFP.
Assim, a Microsoft se torna assim a segunda empresa a ultrapassar a marca simbólica dos US$ 4 trilhões (R$ 22,4 trilhões). Além do Brasil, o valor é maior do que o PIB da França, do Reino Unido ou da Índia.
No início de julho, a gigante norte-americana de semicondutores Nvidia se tornou o primeiro grupo a ultrapassar esta marca. Cifra também impulsionada pelo entusiasmo dos investidores por valores relacionados à IA.
Crescimento da IA
Trimestre após trimestre, a empresa cofundada por Bill Gates tem resultados excelentes, sobretudo desde o sucesso da IA generativa. A gigante tecnológica Microsoft divulgou na quarta-feira (30) um lucro superior às expectativas no trimestre encerrado em junho.
O grupo divulgou um lucro de US$ 27,2 bilhões, sobre uma receita de US$ 76,4 bilhões, dos quais aproximadamente US$ 29,9 bilhões procedentes do seu negócio de “nuvem inteligente”.
“A nuvem e a IA são os motores da transformação empresarial em todos os setores e indústrias”, destacou o diretor-executivo da Microsoft, Satya Nadella, no comunicado sobre os resultados da empresa.
Microsoft na mira da Justiça no Brasil
Em meio a uma onda positiva para a empresa fundada por Bill Gates, a Microsft entrou na mira da Justiça brasileira. A Opera decidiu denunciar o que chamou de práticas anticompetitivas da Microsoft no segmento de navegadores.
Dessa forma, a norueguesa confirmou que apresentou uma representação formal ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “A luta pela liberdade digital é global. E estamos tomando esta medida em nome dos muitos milhões de usuários brasileiros que estão sendo privados de uma escolha genuína”, diz Aaron McParlan, diretor jurídico da Opera.
A principal acusação é de que a big tech utiliza sua posição de domínio para favorecer seu navegador, o Edge. Além disso, a empresa estaria dificultando que os usuários utilizem soluções desenvolvidas por terceiros. A representação diz que as estratégias usadas pela empresa confundem os usuários, que têm dificuldade de aderir a novas opções.
