Google não precisará vender Chrome ou Android, determina justiça
Na última terça-feira (2), um tribunal decidiu pela vitória do Google no caso Chrome e Android, o que significa que a empresa não precisará vender seu navegador ou sistema. A decisão veio após um caso de violação da lei antitruste dos EUA, que determinou que a empresa operava um monopólio ilegal de buscas online.
No entanto, a empresa terá que disponibilizar determinados dados de pesquisa a concorrentes qualificados para promover a concorrência. Além disso, não poderá manter contratos de exclusividade relacionados à distribuição de serviços como o Chrome, a Busca, o Google Assistente e o Gemini.
No julgamento, o Google argumentou que vender o Chrome prejudicaria os consumidores e poderia prejudicar a economia e a liderança tecnológica americanas. A empresa propôs a rescisão de seus acordos, que a proporcionam uma fonte significativa de receita, em um momento de competição com chatbots de IA.
A big tech também disse estar preocupada com o impacto do compartilhamento de dados com terceiros nos usuários “e em sua privacidade”, em um comunicado.
Google nos tribunais
Em outubro, o juiz dos EUA Amit Mehta decidiu que o Google violou a lei e agiu “para manter seu monopólio”. Em um novo comunicado, o Departamento de Justiça declarou que a decisão “reconhece a necessidade de soluções que abram o mercado de serviços de busca geral”, bem como “a necessidade de impedir o Google de usar as mesmas táticas anticompetitivas para seus produtos GenAI que usou para monopolizar o mercado de busca”.
Há anos, o Google firma contratos exclusivos multibilionários com fabricantes como a Apple para seguir como provedor de busca padrão em seus dispositivos. Isso, de acordo com o tribunal, é uma vantagem injusta que se baseia no hábito do consumidor e não na escolha. Segundo Mehta, em 2020, 95% de todas as buscas nos EUA em dispositivos móveis passaram pelo Google.
Sendo assim, para nivelar a concorrência, o Google não poderá firmar acordos que exijam que as empresas pré-instalem o Google Search, Chrome, Assistente ou Gemini para licenciar sua loja de aplicativos Google Play. Mesmo assim, muitos fabricantes provavelmente ainda incluirão os serviços da marca devido à sua popularidade. Além disso, o Google ainda poderá pagar parceiros para distribuir seus serviços em seus produtos.
