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Como desativar o Gemini escondido dentro do Chrome

O Chrome pode ter uma IA local de 4 GB no seu PC. Dá para desligar, mas alguns recursos de segurança deixam de funcionar.
Imagem: Pexels

Usuários do Chrome no desktop descobriram que o navegador pode ter baixado o Gemini Nano, um modelo de IA com cerca de 4 GB. O recurso roda no próprio computador, ajuda na detecção de golpes e pode ser desligado nas configurações do navegador.

O que muda para quem usa Chrome

A novidade mexe com duas preocupações práticas: privacidade e controle do computador.

De acordo com a Wired, o Gemini Nano começou a chegar ao Chrome em 2024. Muita gente, porém, só percebeu agora que havia um modelo de IA ocupando espaço no dispositivo.

Isso incomodou usuários que não acompanham cada atualização técnica do navegador. Para eles, um arquivo de 4 GB instalado sem aviso muito visível parece um hóspede digital que entrou pela janela.

O ponto central é que o recurso não depende da nuvem para funcionar. Ele processa parte das tarefas de IA no próprio computador.

Como desligar o Gemini Nano

A Google permite desativar a IA local do Chrome.

O caminho é abrir o Chrome no computador, clicar no menu de três pontos no canto superior direito, entrar em Configurações, depois em Sistema, e desligar a opção “IA no dispositivo”.

Esse detalhe importa porque apagar o arquivo manualmente não resolve. Se o usuário remover o Gemini Nano direto da pasta do sistema, o Chrome pode baixar o modelo outra vez quando o navegador reiniciar.

Segundo a Google, quando a opção fica desativada, o modelo deixa de baixar ou receber atualizações.

Por que a Google colocou IA no navegador

A empresa integrou o Gemini Nano ao Chrome para ativar recursos de segurança com IA no próprio aparelho.

Um dos usos citados envolve detecção de golpes. A ideia é analisar sinais suspeitos sem enviar os dados do usuário para a nuvem sempre que possível.

O modelo também serve para desenvolvedores criarem recursos de IA por meio de APIs locais. Na prática, sites e serviços podem usar processamento no dispositivo em vez de depender apenas de servidores externos.

A Google afirma que o Gemini Nano é separado do modo de IA do Chrome. Ou seja, desligar a IA local não significa desligar todos os recursos de IA ligados ao ecossistema da empresa.

O dilema: privacidade ou proteção?

Remover o Gemini Nano pode parecer melhor para a privacidade. Mas a escolha não é tão simples.

Processamento local costuma ser uma forma mais privada de usar IA, porque reduz a necessidade de enviar dados para servidores. Ao desligar o recurso, o usuário também perde funções de segurança baseadas nesse modelo.

A Google diz que certos recursos de proteção deixam de funcionar. Sites que usam APIs de IA no dispositivo também podem se comportar de forma diferente.

Há ainda um detalhe útil para computadores mais limitados. A empresa afirma que o modelo pode ser removido automaticamente quando o dispositivo tiver poucos recursos.

Porém, a decisão tem que depender do usuário. Quem prioriza controle total pode desligar. Quem valoriza proteção contra golpes pode preferir manter a IA local ativa.

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Hemerson Brandão

Hemerson Brandão

É editor-chefe, repórter e copywriter, escrevendo sobre espaço, tecnologia e, às vezes, sobre outros temas da cultura nerd. Grande entusiasta da astronomia, também é interessado em exploração espacial e fã de Star Trek.