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Alquimia é real? Startup quer transformar mercúrio em ouro

Empresa quer usar os nêutrons liberados em reações de fusão para produzir ouro por meio de um processo conhecido como transmutação nuclear
Imagem: Reprodução

A Marathon Fusion, uma startup de São Francisco (EUA), afirma estare desenvolvendo um método para transformar outros metais (como mercúrio) em ouro. Se a empresa estiver certa, vai ter resolvido o desafio milenar da humanidade de transformar a alquimia em realidade.

De acordo com um artigo publicado na semana passada pela empresa, os nêutrons liberados em reações de fusão poderiam ser usados para produzir ouro por meio de um processo conhecido como transmutação nuclear.

O artigo ainda não passou pela revisão oficial de especialistas do setor, mas foi bem recebido. “No papel, parece ótimo. Todos com quem conversei até agora continuam intrigados e empolgados”, disse ao Financial Times o físico Ahmed Diallo, do laboratório nacional do Departamento de Energia dos EUA.

Os fundadores da startup afirmam que futuras usinas de fusão que adotarem essa metodologia poderiam produzir 5 mil quilos de ouro por ano, por gigawatt de geração elétrica.

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Geração de energia nuclear. Imagem: Reprodução

Fundada em 2023, a Marathon afirma que busca resolver alguns dos desafios técnicos da construção de usinas de fusão nuclear. A startup já levantou US$ 5,9 milhões em investimentos, além de receber cerca de US$ 4 milhões em subsídios do governo dos EUA.

Qual a origem do ouro na Terra?

O ouro tem origem em eventos cósmicos como supernovas e colisões de estrelas de nêutrons, que ocorreram há bilhões de anos. Esses eventos geraram calor e pressão intensos, o suficiente para criar e liberar ouro, que posteriormente se depositou na Terra.

Quimicamente, o ouro é um metal de transição e um elemento do grupo 11 (anteriormente chamado IB) da tabela periódica, e de massa atómica 197 u. Assim, é um dos elementos químicos menos reativos e é sólido em condições padrão.

Em 2020, o maior produtor mundial de ouro foi a China, seguida pela Rússia e Austrália. Dessa forma, o consumo mundial de ouro novo produzido é de cerca de 50% em joias, 40% em investimentos e 10% na indústria.

Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

Jornalista que cobre ciência, economia e tudo mais. Já passou por veículos como Poder360, Carta Capital e Yahoo.