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Recorde: James Webb flagra galáxia de quando o Universo ainda era um “bebê”

Descoberta da MoM-z14, que emitiu luz 280 milhões de anos após o Big Bang, estabelece novo recorde de observação cósmica.

Recorde: James Webb flagra galáxia de quando o Universo ainda era um "bebê"

O Telescópio Espacial James Webb identificou MoM-z14, a galáxia mais distante já observada, estabelecendo um novo recorde de observação cósmica. Esta galáxia emitiu luz apenas 280 milhões de anos após o Big Bang, sendo a mais antiga já detectada com confirmação espectroscópica. A descoberta foi publicada no Open Journal of Astrophysics

A equipe liderada por Rohan Naidu, do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT, nos EUA, confirmou a descoberta após direcionar o telescópio para o objeto em abril de 2025. O estudo havia sido previamente divulgado no servidor arXiv.

“Com o Webb, somos capazes de ver mais longe do que os humanos jamais viram antes, e não se parece em nada com o que previmos, o que é ao mesmo tempo desafiador e empolgante”, afirmou Naidu em comunicado da NASA. Veja:

Características da galáxia mais distante

As análises confirmaram que o desvio para o vermelho da MoM-z14 é de 14,44, superando o recorde anterior de 14,18 da galáxia JADES-GS-z14-0. Este parâmetro é fundamental para determinar a distância e idade de objetos cósmicos.

A MoM-z14 apresenta dimensões relativamente compactas, com aproximadamente 240 anos-luz de diâmetro, o que a torna cerca de 400 vezes menor que a Via Láctea. Apesar de seu tamanho reduzido, possui massa comparável à da Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita nossa galáxia.

Os pesquisadores observaram a galáxia durante um período de intensa formação estelar. Esta característica fornece dados valiosos sobre como as estrelas se formavam nos primórdios do universo.

Impacto nas teorias cosmológicas

Desde que iniciou suas operações em 2022, o Telescópio Webb tem detectado mais galáxias antigas e brilhantes do que os cientistas previam, desafiando teorias estabelecidas sobre a formação de estruturas nos primeiros estágios do universo.

“Essa população inesperada eletrizou a comunidade e levantou questões fundamentais sobre a formação de galáxias nos primeiros 500 [milhões de anos após o Big Bang]”, destacaram os pesquisadores no estudo.

A luz emitida pela MoM-z14 percorreu uma longa jornada através do cosmos até alcançar os sensores infravermelhos do James Webb. Esta capacidade de detectar radiação infravermelha é o que permite ao telescópio observar objetos extremamente distantes e antigos.

Perspectivas futuras

Os astrônomos continuam analisando imagens do Webb em busca de galáxias ainda mais antigas. Paralelamente, aguardam o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, previsto para o final de 2026, que poderá identificar mais candidatos a galáxias de alto desvio para o vermelho.

“O próprio James Webb parece pronto para impulsionar uma série de grandes expansões da fronteira cósmica. Desvios para o vermelho anteriormente inimagináveis, aproximando-se da era das primeiras estrelas, não parecem mais distantes”, concluíram os autores do estudo.

Assim, a descoberta da MoM-z14 representa um avanço significativo na compreensão dos primórdios do universo, permitindo aos cientistas estudar a formação de galáxias em épocas cada vez mais próximas do Big Bang.

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