O Mato Grosso do Sul e os estados da região Sul do Brasil devem enfrentar elevação das temperaturas máximas a partir de sexta-feira (20), data do início do outono no Hemisfério Sul. O fenômeno meteorológico afeta principalmente Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Os termômetros podem marcar até 38°C nas áreas mais impactadas.
Um sistema de alta pressão está se formando nos médios e altos níveis da atmosfera. O sistema deve permanecer centrado entre o Mato Grosso do Sul e o sul do Brasil. A formação inibe a ocorrência de nuvens nas regiões mencionadas, de acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A maior incidência de radiação solar intensifica o aquecimento nessas áreas.
O calor intenso deve persistir ao longo do fim de semana. Na sexta-feira (20) e no sábado (21), as temperaturas máximas podem chegar aos 38°C. Esses valores ultrapassam a média climatológica para o período nos locais citados.
Algumas cidades podem registrar temperaturas máximas de 5°C acima da média para o período. O noroeste e oeste do Rio Grande do Sul devem experimentar as condições mais extremas.
Previsão de temperatura máxima do modelo COSMO para o dia 23 de março de 2026. Fonte: INMET.
Chuva
Entre sábado (21) e domingo (22), a atuação de instabilidades deve amenizar temporariamente o calor nessas regiões. Pancadas isoladas de chuva podem ocorrer eventualmente. A precipitação ameniza a sensação de calor momentaneamente.
A partir de segunda-feira (23), as temperaturas voltam a subir. O retorno das condições de calor deve ser ainda mais intenso. Para segunda-feira (23), a previsão indica temperaturas máximas entre 36°C e 38°C no oeste do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
O sistema de alta pressão deve atuar especialmente entre os dias 20 e 23 de março. A posição do centro do sistema oscila ao longo dos dias. A disponibilidade de umidade fica restrita às regiões de borda do sistema.
Esta condição no início do outono não irá configurar uma onda de calor. A oscilação na posição do centro do sistema e a disponibilidade restrita de umidade impedem a caracterização do fenômeno como onda de calor.
Além disso, a população do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul será impactada pelas temperaturas elevadas. Os moradores do noroeste e oeste do Rio Grande do Sul, por exemplo, podem experimentar as condições mais extremas do fenômeno meteorológico.
