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Escavação encontra sapato romano incomum para pé n° 47

Arqueólogos encontraram coleção de sapatos romanos de tamanhos gigantes em forte na Inglaterra

sapatos romanos gigantes

No Forte Magna, em Northumberland, na Inglaterra, arqueólogos encontraram um tesouro de 32 sapatos romanos de couro antigos. O mais surpreendente é que 25% deles têm mais de 30 centímetros de comprimento, incluindo uma sola recorde de 32,6 cm — número equivalente ao 47 no Brasil. Além disso, a coleção também inclui calçados infantis.

A escavação é parte de um projeto de pesquisa de cinco anos do Vindolanda Charitable Trust, com financiamento do Fundo do Patrimônio da Loteria Nacional. A 11 quilômetros a oeste do forte Vindolanda, o local abriga uma grande coleção de artefatos que mais de 5 mil sapatos antigos. Eles incluem sapatinhos de bebê, sandálias de verão e até botas militares.

Mas apenas 0,4% dos seus 3.704 sapatos mensuráveis ​​têm mais de 30 cm de comprimento, sendo o novo de 32 cm o maior da coleção.

Imagem: The Vindolanda Trust

O primeiro sapato de Magna excepcionalmente grande foi relatado no Diário de Escavações Magna da equipe em 21 de maio. As botas estavam em condições de alagamento e escassez de oxigênio nas trincheiras de Magna, ideais para a preservação de materiais orgânicos, como couro. Foi assim que elas se mantiveram até 2 mil anos depois.

De acordo com a Dra. Elizabeth Greene, professora da Universidade de Western Ontario, “mesmo considerando um encolhimento máximo de até 1 cm” no futuro processo de conservação, os sapatos são “muito maiores do que a maioria da coleção Vindolanda”.

O Forte Magna, antes da Muralha de Adriano, abrigava uma população militar diversa, incluindo arqueiros sírios, batavos, entre outros. Sendo assim, a variedade de tamanhos de calçados pode indicar diferenças físicas entre eles, bem como diferentes práticas de abastecimento ou culturais.

As descobertas chamam atenção para a importância do apoio à preservação desses artefatos. Principalmente considerando os riscos associados às mudanças climáticas.

“Isso realmente nos mostra o que está em risco se as mudanças climáticas continuarem a nos roubar informações tão vitais”, disse o Dr. Andrew Birley, diretor de escavações e CEO do Vindolanda Trust, em um comunicado. “Só podemos celebrar e nos maravilhar com a diversidade e as diferenças desses povos se ainda pudermos vê-las nos dados arqueológicos que coletamos hoje”.

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