Depois do injetável Mounjaro, a farmacêutica americana Eli Lilly desenvolveu o novo emagrecedor em pílulas Orforglipron. O medicamento é o primeiro agonista oral do receptor GLP-1 a concluir com sucesso um ensaio clínico de fase III. Os GLP-1 mimetizam um hormônio que ajuda a regular o açúcar no sangue e a controlar o apetite.
Em um estudo focado em glicose, 559 adultos com diabetes tipo 2 nos EUA, China, Índia, Japão e México receberam doses diferentes de Orforglipron ou placebo. Os que tomaram a pílula tiveram uma queda de 1,3% a 1,6% nos níveis de A1C, indicador do controle glicêmico a longo prazo. Já o grupo placebo viu uma queda de somente 0,1%.
Além disso, os participantes que tomaram a dose mais alta também perderam em média 7,9% do peso corporal. Mesmo não sendo o foco da pesquisa, novas investigações sobre perda de peso estão em andamento e devem ter resultados ainda este ano.
Orforglipron x Ozempic
Para comparar, estudos com o rival Ozempic mostraram uma perda de peso de cerca de 14%, porém, quando ele era usado em conjunto com outros medicamentos para diabetes. Enquanto isso, o Orforglipron foi testado de forma isolada.
O principal benefício, no entanto, é a acessibilidade dos comprimidos. Isso porque, ao contrário dos injetáveis, o Orforglipron não precisa de refrigeração, o que pode facilitar e baratear sua produção em larga escala.
Por outro lado, os efeitos colaterais identificados são semelhantes aos de outros medicamentos GLP-1, como, por exemplo, náusea e indigestão. Contudo, ele não apresentou problemas sérios com o fígado, como ocorreu com um comprimido semelhante da Pfizer no início deste ano.
Vale lembrar que, no ano passado, a farmacêutica suíça Roche também anunciou que seu remédio em pílula para tratamento da obesidade obteve resultados positivos nos testes clínicos iniciais. A Roche desenvolveu a pílula CT-996, um remédio GLP-1 (Peptídeo Semelhante a Glucagon 1), similar ao princípio ativo do Ozempic. Leia mais com o Giz Brasil.
