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Meta apresenta nova leva de chips próprios para IA

Empresa anuncia processadores customizados para data centers e segue estratégia de gigantes como Alphabet e Microsoft

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A Meta Platforms anunciou o desenvolvimento de quatro novos chips próprios para inteligência artificial. O anúncio faz parte da estratégia de expansão dos data centers da companhia.

A empresa segue o caminho de outras gigantes da tecnologia, como Alphabet e Microsoft, que investiram na criação de equipes especializadas no desenvolvimento de processadores customizados. A estratégia complementa a compra de chips prontos fabricados pela Nvidia e pela AMD.

Conforme as informações divulgadas, os processadores fazem parte do programa Meta Training and Inference Accelerator (MTIA). O primeiro deles, chamado MTIA 300, já está operacional nos sistemas de classificação e recomendação da empresa.

Chips customizados para demandas específicas

A Meta busca criar soluções sob medida para suas necessidades de processamento de dados. Chips desenvolvidos internamente podem consumir menos energia e apresentar melhor custo-benefício do que produtos genéricos disponíveis no mercado.

A companhia enfrentou obstáculos em suas ambições de criar um chip de treinamento de IA generativa capaz de construir grandes modelos que alimentam aplicativos de inteligência artificial. Os chips de inferência, no entanto, apresentaram resultados positivos.

Os dois processadores finais do programa, MTIA 450 e 500, foram projetados para realizar inferência. Esse é o processo pelo qual um modelo de IA responde a consultas e solicitações de usuários, similar ao funcionamento do ChatGPT.

Sistema completo com resfriamento líquido

A partir do MTIA 400, a Meta projetou um sistema completo em torno dos chips. A estrutura tem aproximadamente o tamanho de vários racks de servidor e inclui uma versão de resfriamento líquido. A empresa afirma que esse processador está no caminho para seus data centers.

Os três chips restantes serão lançados ao longo de 2026 e em 2027. De acordo com a Meta, a intenção é liberar os novos processadores em intervalos de seis meses.

“Vemos a demanda por inferência explodindo no momento e é nisso que estamos focados atualmente”, afirmou Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta.

Song explicou o cronograma acelerado de lançamentos. “Essa é a realidade de quão rapidamente nossa infraestrutura está sendo construída”, disse.

Investimentos bilionários em infraestrutura

A Meta informou em janeiro que espera gastos de capital entre UUS$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026. Em fevereiro, a companhia assinou grandes contratos com a Nvidia e a AMD para comprar dezenas de bilhões de dólares em chips.

Aliás, a empresa contratou a Broadcom para auxiliar em alguns elementos dos designs dos processadores. A TSMC é responsável pela fabricação dos chips.

Por fim, os processadores vão para os data centers da Meta, que executam aplicativos como Instagram e Facebook. A empresa continuará expandindo o número de data centers utilizados para suas operações.

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