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Google investe na A24 para levar IA ao cinema

Empresa de tecnologia adquire participação em estúdio pela 1ª vez e foca em novas ferramentas de produção cinematográfica.

Google investe na A24 para levar IA ao cinema

O laboratório de inteligência artificial DeepMind, do Google, firmou uma parceria com o estúdio A24 para desenvolver novas ferramentas de produção cinematográfica. O acordo prevê um aporte de cerca de US$ 75 milhões por parte do Google no estúdio, tornando-se a primeira vez que a empresa adquire uma participação em um estúdio de cinema.

A parceria foi reportada pelo The Verge com base em informações do The Wall Street Journal. Segundo o Google, a colaboração une um laboratório de pesquisa líder mundial com o estúdio mais orientado a cineastas da indústria para ajudar artistas a desenvolver novos fluxos de trabalho e técnicas. O objetivo declarado é permitir que futuros realizadores expandam suas possibilidades narrativas.

O acordo é de longo prazo e não exclusivo, conforme apurou o WSJ. Ele não garante ao Google acesso ao acervo de filmes e séries da A24. A parceria deve abranger múltiplos projetos ao longo do tempo, embora o anúncio não mencione títulos específicos nos quais o Google estará envolvido.

Ferramentas e foco inicial

O foco inicial da colaboração é criar soluções para produção e distribuição de filmes. O Google descreveu o objetivo como preencher a lacuna entre tecnologia de ponta e entretenimento de próxima geração. Entre os artistas que a A24 espera incluir no projeto está Kane Parsons, criador do YouTube e diretor de Backrooms.

A posição de Parsons, no entanto, contrasta com o espírito da parceria. Em entrevista ao The Australian publicada antes do anúncio, o diretor afirmou que a IA generativa parece menos uma inovação do que um sintoma de uma podridão cultural e econômica mais ampla e que não sente nenhum prazer em usar a tecnologia em qualquer projeto.

Reação da indústria

A parceria tende a gerar questionamentos no setor cinematográfico. Os modelos de IA do Google são treinados com dados publicamente disponíveis na internet, e estúdios como Disney, Universal e Warner Bros. já travaram disputas judiciais contra empresas de inteligência artificial por alegadas violações de direitos autorais.

Scott Belsky, parceiro da A24 e ex-diretor de estratégia da Adobe, tentou mitigar as preocupações. Em declaração ao WSJ, Belsky afirmou que as ferramentas desenvolvidas não vão se parecer em nada com o tipo de geração por prompt com que as pessoas se sentem desconfortáveis e defendeu que há usos melhores que preservam o controle criativo e apoiam a tomada de riscos.

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