Essencial para as pessoas que não digerem bem a lactose, os produtos sem o açúcar natural estão em todo lugar. Apesar de seu público-alvo ser bem específico, muita gente acaba comprando esses alimentos por imaginar que é mais saudável para a população em geral.
Entretanto, para quem digere a lactose normalmente, não há evidências científicas de que os alimentos sem lactose ofereçam qualquer vantagem nutricional ou de saúde. Os alimentos “lactose free” tem a mesma composição nutricional dos alimentos tradicionais.
Já quando falamos em substituições, como trocar o leite de vaca pelo leite de amêndoa e leite de soja, a mudança pode trazer benefícios. Essas alternativas costumam ter menos gordura e calorias do que os laticínios tradicionais, tornando uma escolha popular para quem busca reduzir a ingestão calórica total ou controlar o peso.
Os laticínios tradicionais são ricos em colesterol, o que, segundo estudos, pode contribuir para doenças cardíacas e outros desequilíbrios na saúde.
Causas da intolerância à lactose
A lactose, um açúcar natural do leite, requer a enzima lactase para ser digerida. No caso dos alimentos sem lactose, essa enzima é adicionada durante o processo de produção – mas o resto do produto em si continua igual.
A intolerância à lactose, condição causada pela deficiência ou ausência dessa enzima, afeta uma parcela relevante da população mundial e brasileira – estimativas do Ministério da Saúde sugerem que pode chegar a cerca de 40% dos brasileiros.
Infelizmente, até o momento, não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir lactase. Então cabe ao intolerante cuidar da alimentação e evitar a ingestão desse tipo de alimento.
- Deficiência congênita da enzima: a criança nasce com um defeito genético que impossibilita a produção da lactase;
- diminuição na produção da lactase em consequência de doenças intestinais; e
- deficiência primária: ocorre diminuição da produção da lactase como consequência do envelhecimento. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).
Qual a diferença de alergia e intolerância?
Apesar de terem os sintomas parecidos e surgirem, a intolerância alimentar (como é o caso dos que não podem comer lactose ou glúten) e a alergia alimentar são problemas diferentes, com causas e tratamentos distintos.
A intolerância alimentar é caracterizada pela má digestão de determinados alimentos. O problema é resultado da deficiência ou ausência de enzimas responsáveis pela quebra de moléculas. Neste caso, a pessoa com intolerância alimentar absorve parcialmente esses nutrientes, mas tem sintomas de desconforto ou diarreia.
Segundo o Ministério da Saúde, na alergia alimentar, ocorre reação do organismo logo após a exposição ao alimento causador da alergia. Entretanto, essa manifestação pode ser imediata ou levar algumas horas ou dias para ocorrer, sendo as mais comuns as reações que envolvem a pele (urticária, inchaço, coceira, eczema) e o aparelho gastrintestinal (diarreia, dor abdominal, vômitos).
Enquanto com a intolerância é possível mitigar os sintomas (com o uso de medicamentos, por exemplo), para as alergias alimentares é indicada a exclusão do alimento da dieta.
