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Coca-Cola Diet é mais saudável? O aspartame pode causar câncer?

Coca-Cola Diet tem ingrediente polêmico na composição que enfrenta desconfiança dos cientistas

Considerada por muitos (e vendida dessa forma) como uma opção mais saudável, a Coca-Cola Diet pode não necessariamente ser a melhor opção para os que querem um estilo de vida mais balanceado.

O aspartame, adoçante artificial usado nesse tipo de refrigerante é um ponto polêmico da composição. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta que gerou ondas de preocupação: o aspartame foi classificado como “possivelmente cancerígeno para humanos”.

Por outro lado, outras agências como a Food and Drug Administration, dos EUA, e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos contestaram a classificação. Elas afirmam que o aspartame é um dos aditivos alimentares mais estudados do mundo, com segurança comprovada em mais de 100 países.

O aspartame é um adoçante artificial que cientistas descobriram em 1965 e que tem um poder de adoçar 180 a 200 vezes maior que o açúcar. A FDA regulamentou-o pela primeira vez em 1974 e aprovou seu uso em alimentos secos em 1981. Hoje, estima-se que mais de 6.000 produtos alimentícios e bebidas, bem como 600 itens farmacêuticos contenham esse adoçante.

O Chefe da Unidade de Padrões e Aconselhamento Científico sobre Alimentação e Nutrição da Organização Mundial da Saúde (OMS), Moez Sanaa, declarou que é preciso ter cautela em relação ao tema. “Precisamos de ensaios clínicos randomizados, incluindo estudos de vias mecanísticas relevantes para a regulação da insulina, síndrome metabólica e diabetes, particularmente no que se refere à carcinogenicidade”, disse.

Outra preocupação com a saúde é que adoçantes como o aspartame podem contribuir para a obesidade. Isso ocorre diretamente por meio de seu perfil nutricional ou indiretamente, contribuindo para o consumo excessivo de alimentos e bebidas não saudáveis.

Coca-Cola Diet x Coca-Cola Zero Açúcar: entenda as diferenças

Cabe lembrar que a Coca-Cola Diet não é mais vendida no Brasil. Em 1997, a Coca-Cola retirou a Coca-Cola Diet do mercado brasileiro, substituindo-a pela Coca-Cola Light, com uma nova fórmula e sabor. Posteriormente, a Coca-Cola descontinuou a Light e a substituiu pela Coca-Cola Zero Açúcar, que hoje a empresa chama apenas de Coca-Cola Sem Açúcar.

A principal diferença entre a Coca-Cola Diet e a Coca-Cola Zero Açúcar é que ambos os refrigerantes usam o adoçante artificial aspartame. Porém, a Coca-Cola Zero também contém acessulfame de potássio (Ace-K), que pode alterar ligeiramente o sabor.

A Coca-Cola Zero oferece um sabor mais próximo ao da Coca-Cola tradicional, utilizando uma combinação de adoçantes artificiais, como aspartame e acessulfame de potássio, embora ambas as bebidas não contenham açúcar nem calorias.

Já a Coca-Cola Diet, utiliza principalmente o aspartame como adoçante e tem um sabor distinto da Coca-Cola tradicional, muitas vezes descrito como mais leve.

Trump quer mudar a receita da Coca-Cola tradicional?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no mês passado que quer que a Coca-Cola volte a usar cana-de-açúcar na receita do refrigerante vendido nos EUA. Em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que a Coca-Cola concordou em alterar sua receita atual.

Desde os anos 1980, a empresa usa xarope de milho (HFCS) como adoçante nos produtos vendidos nos EUA. “Conversei com executivos da Coca-Cola e eles concordaram em alterar a receita”, disse Trump, ressaltando que a mudança seria melhor para todos.

A ideia, entretanto, enfrenta o desafio dos custos. A substituição do HFCS pela cana-de-açúcar, usada em mercados como México, Brasil e Reino Unido, significaria um aumento estimado de 50% nos custos externos da Coca-Cola, segundo o MarketWatch.

Isso porque a empresa teria de recorrer novamente à importação de açúcar, e o principal fornecedor mundial é justamente o Brasil.  Com o tarifaço de Trump atingindo o Brasil em 50% e a promessa de reciprocidade de Lula, a Coca-Cola terá que pagar muito caro para atender aos desejos de Trump.

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